Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

Pandemia de coronavírus desencadeia ações emergenciais em todo o mundo

Governo prorrogou contratos com Saúde e Educação após MP (Foto: Divulgação)
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Por Claudia Mastrange

O número de casos confirmados do novo coronavírus, com raras exceções como a China, não para de crescer. No Brasil, os dados são atualizados diariamente pelo Ministério da Saúde e, até o fechamento da mais recente edição impressa do Diário do Rio (em 16 de março), chegavam a um total de 200 infectados e 1.913 casos suspeitos. O Rio de Janeiro já registrava 25 casos confirmados e 95 suspeitos. De acordo com o Ministério da Saúde, se a progressão não for contida, o índice de contaminados no Estado pode chegar a 24 mil no início de abril.

Nesse foco, os governos municipal e estadual do Rio anunciaram uma série de medidas para conter o avanço do Covid-19, como a suspensão das aulas nas escolas públicas e privadas e de todos os eventos culturais, sociais e esportivos. A recomendação é que as pessoas evitem aglomerações e fiquem em casa, além de evitar que as crianças fiquem próximas aos idosos, população mais vulnerável ao vírus.

Em 15 de março foi anunciado o primeiro paciente em estado grave no Rio: um médico de 65 anos, que estava entubado em um hospital particular. Não se sabe como ele contraiu a doença. Na mesma data registrou-se também o agravamento do quadro clínico de uma paciente no Distrito Federal. Ela havia viajado ao Reino Unido e à Suíça no mês passado. “A população precisa ficar em casa. Só assim poderemos conter essa epidemia. Se isso não acontecer, teremos outros casos semelhantes ao deste idoso. Precisamos proteger nossos pais e avós, que são mais vulneráveis”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

Na manhã do dia 16 de março, carros da Defesa Civil do Estado e do Corpo de Bombeiros percorram a orla carioca orientando a população para que evitasse aglomerações. No domingo anterior, as praias cariocas estavam cheias. “As praias são para muito importantes para o carioca, mas, nesse momento, serão armas que vão levar o vírus para casa”, disse em entrevista o governador Wilson Witzel, fazendo também um apelo para que empresários fechassem academias e restaurantes. Ele espera injeção de R$ 40 bilhões por parte do governo federal para evitar o agravamento da crise, com a queda na arrecadação em serviços, por exemplo.

Decreto de Witzel: enfrentamento pode incluir internação compulsória

Em 11 de março governador Wilson Witzel publicou um decreto com determinações para o enfrentamento emergencial ao coronavírus. Entre as diretrizes, aos órgãos competentes é facultado inclusive “adotar as medidas judiciais cabíveis”, ou seja, recorrer à Justiça e possivelmente até à internação compulsória, caso o paciente se recuse a adotar cuidados, tais como: isolamento; quarentena; exames médicos; testes laboratoriais; coleta de amostras clínicas; vacinação; tratamento médico; e investigação epidemiológica.

Caso necessário, a rede particular deverá ser acionada e estes hospitais posteriormente serão ressarcidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou na internet um plano de contingência de saúde, que também será distribuído nas redes pública e privada. Nele estão definidas ações emergenciais e objetivos estratégicos, como ‘limitar a transmissão do Covid-19 humano a humano’ e ‘identificar, isolar e cuidar dos pacientes precocemente’.

O plano define também que, para que um caso seja considerado suspeito, há critérios clínicos – o paciente deve apresentar febre e pelo menos um sintoma respiratório (tosse ou dificuldade de respirar) –, sempre somados a um critério epidemiológico – ter viajado para países com transmissão local ou ter tido contato com algum caso suspeito nos 14 dias que antecedem a apresentação dos sinais ou sintomas de infecção.

 

Pandemia

Em 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia para o Covid-19, que significa a disseminação mundial de uma nova doença. Segundo o órgão, nas últimas semanas o número de casos fora da China aumentou 13 vezes e o número de países afetados triplicou. São mais de 160 mil casos ao redor do mundo e mais de 5.500 mortes.

Cerca de 90% das infecções do mundo vêm de quatro países: China, Itália, Irã e Coréia do Sul. A Itália, com mais de 1.800 mortos, restringiu a circulação da população e vai destinar 25 bilhões de euros para combater a pandemia. Os EUA suspenderam um encontro do G20 e a temporada do NBA. Na Catalunha (Espanha), todos os eventos com mais de mil pessoas foram proibidos. As fronteiras estão fechadas em vários países da Europa, exceto o Reino Unido.

De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no Brasil a prioridade das ações é “proteger idosos e pessoas com saúde debilitada, principal grupo de risco do coronavírus”. Nesse foco, o Ministério da Saúde antecipou para 23 de março o início da campanha de vacinação contra a gripe no país. A vacina não protege contra o Covid-19, mas será uma forma de monitorar a saúde da população, especialmente das pessoas acima dos 60 anos. O ministro também defendeu no Congresso a liberação de R$ 5 bilhões de verbas do Orçamento para ações de combate ao Covid-19.

Informações da UFRJ

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criou um site e uma cartilha com informações sobre prevenção e riscos. Confira algumas orientações:

– Usar sabonete líquido e papel toalha para a lavagem adequada e frequente das mãos;
– Usar álcool em gel para limpeza das mãos e álcool 70% para limpeza de superfícies;
– Quando espirrar, usar o cotovelo para conter o espirro ou um lenço de papel para evitar contaminação das mãos e de outras áreas, descartando-o logo em seguida;
– Evitar aglomerações e ambientes sem ventilação adequada;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sinais ou sintomas respiratórios.

pt Português
X
Open chat