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Vacinação e consciência: únicas saídas para a pandemia

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O Brasil ultrapassou nesta semana a marca de 34 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aplicadas, e o número de pessoas recuperados já soma mais 12,2 milhões. Esses dois dados trazem esperança aos brasileiros por dias melhores. A vacinação é, no momento, a principal arma para vencer a pandemia, aliada, claro, aos cuidados que cada um deve manter para superar esse momento difícil, como uso da máscara, álcool em gel e o distanciamento social.

Em todo o país, mais de 25,4 milhões já tomaram a primeira dose (12% da população), e 8,5 milhões já foram imunizados com a segunda dose (4%).

34 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

No Rio e demais estados, a vacinação avança, mas ainda a passos lentos, sendo que muitas cidades registram paralisações por falta de doses. Ainda assim, mais de 1,7 milhões já tomaram a primeira dose no estado e 491 mil a segunda (2,83%). O Rio ocupava, até quinta (16), a 20ª posição entre os estados que mais aplicaram doses proporcionalmente a população (10,31%), segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa. Os cinco estados que mais imunizaram eram Rio Grande do Sul (16,64%), Mato Grosso do Sul (14,39%), Paraíba (13,79%), Espírito Santo (13,56%) e Bahia (13,43%).

Já a capital fluminense aparece entre as que mais vacinaram: 1,1 milhão já tomaram a primeira dose e 297 mil a segunda. A cidade está com calendário de imunização de homens e mulheres em dias alternados, por idade, e com meta de vacinar todos os idosos com mais de 60 anos até o fim de abril.

Em seguida, a meta será imunizar, até 29 de maio, todos com 45 anos ou mais com comorbidades, deficiências permanentes e trabalhadores em atividade da Saúde, Educação, limpeza urbana e das forças policiais e de salvamento – calendário unificado com Niterói, Maricá e Itaguaí.

Brasil é um dos poucos a produzirem vacina

Fiocruz produzirá vacina sem importações no 2º semestre. (Foto: Divulgação)

Na luta contra a pandemia, vários países correm para fornecer vacinas mundo afora. E o Brasil se destaca como um dos poucos com capacidade para produzir imunizantes, ao lado de nações como EUA, Alemanha, Reino Unido, China, Rússia, Índia e Cuba, até então único país da América Latina a iniciar testes de um medicamento próprio. O Brasil pode em breve, inclusive, exportação de doses para outros países latino-americanos, como a Argentina. O Butantan já fechou acordos que totalizam a venda de 40 milhões de doses da Coronavac para países vizinhos.

A Coronavac é produzida no Brasil, mas depende do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China. A dependência de importação de insumos dificulta a produção acelerada, mas o país já avança para produzir os imunizantes sem necessidade de importações. A Fiocruz, por exemplo, começará a própria produção do IFA, o que permitirá que a vacina seja 100% brasileira — no segundo semestre, prevê produzir 110 milhões de doses com insumo nacional. Duas outras vacinas brasileiras estão em desenvolvimento: a Butanvac, do Butantan, e outra que será resultado de uma parceria entre o governo e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ambas ainda passarão por testes em humanos após aprovação da Anvisa.

O Brasil também vem ganhando destaque no mundo na aplicação de doses contra a covid-19. Entre os países que compõem o G20, as 20 maiores economias do mundo, está em 9ª lugar, considerando o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes. Se analisado os números absolutos, o país fica em 5º lugar, atrás apenas de EUA, China, Índia e Reino Unido.

Chegada de novas doses e esperança

Chegada de novas doses deverá acelerar imunização. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O ritmo da vacinação deve ser acelerado nos próximos dias, com a disponibilização de novas doses pelos laboratórios. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na quarta (14) a antecipação de 2 milhões de doses da vacina da Pfizer já para o primeiro semestre — 1 milhão de já em abril e as demais ao longo de maio e junho. Com isso, o Brasil totalizará 15,5 milhões de doses até junho.

Com relação à Coronavac, o presidente do Butantan, Dimas Covas, disse que, até 10 de maio, a previsão é entregar 46 milhões de doses e que, além disso, já foram iniciadas entregas de 54 milhões de doses adicionais. Até agosto, a proposta é disponibilizar 100 milhões de doses. A Fiocruz, por sua vez, entregou nesta semana cinco milhões de doses e, até o final de abril, prevê 18 milhões de doses. Depois, a meta será aumentar, disponibilizando 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho.

O Brasil também tem acordos firmados para entrega de 38 milhões de doses da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, até novembro, sendo a primeira entrega, de 16,9 milhões de doses, até agosto. Outras 33 milhões de doses de diversas vacinas, viabilizadas por meio da Covax Facility, aliança global criada pela OMS, devem ser entregues até o fim do ano.

Brasil é um dos poucos países a produzir vacina no mundo. (Foto: ABr)

Mais 20 milhões de doses da vacina indiana também estão contratadas, mas ainda não houve liberação da Anvisa. A mesma situação acontece com a vacina russa Sputnik V — o governo fechou contrato para 10 milhões de doses, mas a vacina também segue pendente de aprovação.

Os números da pandemia ainda são bastante preocupantes – o país já passou da marca dos 13,7 milhões de casos de Covid-19 e 365 mil mortes. Mas, como disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, “as vacinas oferecem uma grande esperança para reverter a maré da pandemia”.

É preciso cobrar dos poderes públicos agilidade na vacinação, fazer nossa parte, adotando os protocolos de saúde, e até fiscalizar por conta própria as imunizações, filmando com celular, por exemplo, para evitar fraudes como as “vacinas de vento”, como temos visto pelo país. Com o avanço da imunização e a consciência de todos, vamos superar esse momento difícil.

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