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Vários remédios e até medicamentos usados contra Covid são flagrados vencidos em centro de distribuição

Centenas de caixas de remédios vencidos foram flagrados em centro de distribuição em Cuiabá. (Foto: Reprodução)
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Várias caixas de remédios vencidos, entre eles alguns medicamentos usados no tratamento a pacientes diagnosticados com Covid-19, foram flagrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos da prefeitura de Cuiabá, no Mato Grosso.

O caso veio à tona, na última sexta-feira (23), após vereadores da cidade entrarem no local e fazerem vídeos que mostram os medicamentos com datas de validade vencidas. [Confira um dos vídeos abaixo]

 

Alguns medicamentos venceram em julho, setembro e dezembro do ano passado e outros neste ano, conforme as datas de validade que constam nas embalagens armazenadas no local.

Os vereadores cobraram respostas da prefeitura e alertaram para a necessidade da inclusão de prefeitos de governadores na lita de investigados pela “CPI da Pandemia”, apelidada também de CPI da Covid, cuja abertura pelo Senado foi determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito vai apurar eventuais omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e, com relação aos estados e municípios, vai investigar apenas os repasse de verbas federais que foram direcionadas às unidades da federação.

MP abre investigação e prefeitura se pronuncia

O Ministério Público de Mato Grosso informou que abriu uma investigação para apurar o flagrante dos medicamentos vencidos no centro de distribuição da prefeitura de Cuiabá.

A prefeitura municipal, por sua vez, disse que já existe um procedimento administrativo aberto para apurar a situação envolvendo os medicamentos. Disse que tem em mãos as notas dos fornecedores e que já fez o levantamento do motivo para a não dispensa dos produtos, como a baixa demanda, que se acentuou neste período de pandemia.

A Secretaria de Saúde da capital mato-grossense afirma que não tem nada a esconder e diz que houve uma “invasão” ao local por parte dos vereadores Diego Guimarães, Maysa Leão Michelly Alencar e Marcos Pacola.

O órgão destacou que os parlamentares poderiam ter solicitado a visita ao local e que seriam acompanhados por agentes da secretaria.

“Bastava os vereadores que estiveram no local na tarde de sexta-feira (23) agendarem uma vistoria, que a secretária Ozenira Félix iria pessoalmente acompanhá-los, juntamente com uma equipe técnica para explicar à situação”, diz trecho da nota divulgada pela Secretaria.

 

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