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A CPI da Cloroquina: The End

Foto: Marcelo Camargo/ABr
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A tão esperada inquisição do ex-ministro Pazuello vazou água. Esperavam os “guardiões” da honestidade e da moralidade, os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho e Omar Aziz, arrancar no depoimento do Pazuello alguma situação que pudesse ser utilizada para pedirem a cabeça do Presidente Bolsonaro.

Como já era esperado, nada foi dito ou nada que pudessem incriminar as ações do governo federal no combate a pandemia. Por outro lado, esses mesmos “guardiões” estão atuando fortemente para que a CPI não chegue aos estados e municípios para apurar onde foi parar a dinheirama que foi remetida pelo governo federal para combater a pandemia da Covid-19.

Primeiramente, eles, os “guardiões”, insistiram em culpar o governo e todos aqueles que defendem o tratamento precoce com o uso da Hidroxicloroquina, Ivermectina e Azitromicina, na administração de doses de forma profilática para a redução de mortalidade. Entretanto, sabemos que esses medicamentos não são recomendados na fase avançada da doença.

Como até agora não foi comprovado nenhum tipo de negligência do governo federal, frustrados, os integrantes da CPI contrária ao governo federal mudaram a estratégica e tentaram (e ainda tentam) responsabilizar o governo federal pelas centenas vítimas no Brasil e, sobretudo, pelas mortes ocorridas no Estado do Amazonas.

O Senador Randolfe Rodrigues, desesperado por incriminar o ex-ministro Pazuello, chegou ao ridículo de questionar a suposta ajuda do governo de Nicolás Maduro, da Venezuela, que teria oferecido auxílio ao Brasil com a liberação de cilindros de oxigênio. Sabemos que a situação de fome, miséria, violência e óbitos tem sido recorrente no dia-a-dia do povo venezuelano. Sem sombra de dúvidas, a atitude do Maduro foi uma provocação ao Brasil e, da mesma forma, a atitude do senador durante a inquisição do Pazuello.

Também sabemos, porque é público e notório, que o povo cubano está passando por uma situação muito delicada, e porque não dizer caótica, em relação à pandemia e à economia. Se há condições do governo venezuelano em promover ajuda a outros povos, com certeza absoluta, deveria ajudar ao revolucionário povo cubano.

Essa CPI, assim como todas as outras, tende acabar em “pizza”, enquanto esses “guardiões” da honestidade insistirem em atuar politicamente, direcionando todas as baterias contra o governo federal.

Essa CPI, para não acabar em “pizza”, tem que investigar os Estados e Municípios, começando pelo Pará, Alagoas, Amazonas, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Tem que investigar e colocar no xilindró os governadores e prefeitos corruptos e assassinos que desviaram milhares de reais destinados ao combate da pandemia. Esses sim são os verdadeiros responsáveis por mais de 450 mil mortes. Precisam ser investigados pela CPI!

Carlos Augusto (Carlão)
Jornalista, sindicalista e advogado

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