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O Navio Hidroceanográfico Brasileiro

Foto: Reprodução
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O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira é da Marinha do Brasil e recebeu o número de costado H-39. É equipado para pesquisas oceanográficas em Geologia e Biologia. Destaca-se pelo grande número de equipamentos científicos a bordo. O nome é uma homenagem ao capitão-de-fragata Manoel Antonio Vital de Oliveira, patrono da hidrografia brasileira.

É um navio moderno, com o propósito de servir como Plataforma Marítima, Laboratório Oceânico e Laboratório Multiuso, fazendo o monitoramento e caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas, para a exploração de recursos naturais, nos recursos minerais, óleo e gás, ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial.

A embarcação assegura avanços em estudos em áreas oceânicas e na proteção das riquezas das jurisdições marítimas brasileira. Pode ser utilizado em diversos setores, como pesca, meteorologia, exploração de recursos minerais e preservação do meio ambiente.

Foram instalados a bordo 5 laboratórios, sendo 2 molhados e 3 secos, com 28 equipamentos científicos, dentre eles: O Ecobatímetro monofeixe EA 600: é um aparelho utilizado para sondagem, de frequência sônica ou ultrassônica. O tempo que o som leva entre a sua emissão e a sua recepção, combinado a velocidade do som na água, determina a profundidade entre a superfície da água e o leito do canal. O Ecobatímetros multifeixe EM122 e EM710: este tipo permite que sejam obtidas profundidades sobre uma faixa especifica. O Perfilador de subfundo SBP120 (2,5 a 7,0 Khz): é utilizado para identificar e caracterizar camadas de sedimento ou rocha abaixo do fundo do mar. O Sonar de Varredura Lateral (SVL) 5000 v2: trata-se de um sonar rebocado próximo ao fundo marinho, que transmite pulso sonoros de alta frequência, utilizado na busca de objetos afundados, localizar naufrágios, dutos submarinos, minas etc. O U-CTD (Underway-Conductivity, Temperature, Depth recorder): realiza a medição do CTD (condutividade, temperatura e profundidade) com o navio em movimento em até 20 nós. O MVP (Moving Vessel Profiler): coleta dados oceanográficos precisos sem a necessidade parar o navio. O TV-Grab é utilizado para coleta de sedimentos do leito marinho, sobretudo para águas profundas. O Piston Corer: amostrador pontual de material geológico no subsolo marinho. Importante para projetos de dragagem, estudos de sedimentologia e geoquímica, estabelecimento de rotas para cabos e dutos submarinos. A Estação Meteorológica Automática: mede, processa e armazena dados meteorológicos como vento, umidade, temperatura do ponto de orvalho, teto de nuvens, e outros.

O navio é fruto do acordo de cooperação firmado entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Marinha do Brasil (MB) e as empresas Petrobras e Vale.

“O navio impulsiona nosso poder de dissuasão porque trabalha com oceanografia física que mede a temperatura da superfície do mar, qualidade e suas propriedades, facilitando, por exemplo, missões com submarinos”, acrescentou Jaques Wagner, Ex-ministro da Defesa.

Sérgio Vieira
Engenheiro e jornalista
sergio.vieira@jornaldr1.com.br

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