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Opinião: A CPI do impedimento

Foto: Pedro França/Agência Senado
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tem como objetivo encontrar meios de incriminar o Presidente da República com o firme propósito de pedir seu impedimento. Está cada vez mais claro que esse é o objetivo. Analisando os depoimentos e a postura dos senadores que compõem a CPI cuja maioria faz oposição ao atual governo, está nítido e cristalino a intenção de produzir provas que justifique o impedimento. A hipocrisia é tamanha que, quando é feita acareação de pessoas com afinidade ao presidente, estes são tratados com desdém, mas quando se trata daqueles com afinidades opositoras, são tratados com dignidade e urbanidade.

Aliás, essa situação não é “privilégio” da CPI. Isso também ocorre com as decisões dos ministros do STF. Quando se trata de investigar o governo federal, os ministros, sem exceção, são vorazes em suas decisões com o mesmo propósito, criar situações que possibilitem pedir a cabeça do presidente. Podemos ter como exemplo dessa postura a recente decisão do STF que concedeu liminar aos governadores corruptos para não comparecerem a CPI, ou seja, uma decisão com o firme propósito de proteger, como sempre, os malfeitores, aqueles que de fato são culpados pelas 500 mil mortes quando desviaram milhares de recursos públicos da saúde.

Toda essa orquestração capitaneada pelos opositores ao governo federal, que envolve a CPI, o STF e o STJ, em suas decisões, não deixa a menor dúvida quanto a esse objetivo. Pois vejamos: STF blinda os governadores corruptos; a Revista Veja, edição 2739, traduz fielmente os objetivos dos opositores ao publicar na coluna RADAR o seguinte: “Lula vê na CPI um caminho para o impeachment de Bolsonaro. Se as condições forem criadas, o PT tem de se empenhar para tirar Bolsonaro antes das eleições, diz o petista a aliados”.

Em recente decisão, o juiz federal da 10ª Vara Federal do Distrito Federal decidiu absolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Gilberto Carvalho e outros cinco acusados em um processo por corrupção relacionado à operação Zelotes. De acordo com o Ministério Público, a acusação era de que Lula teria editado uma medida provisória para favorecer empresas do setor automotivo em troca de recebimento de propina no montante de R$ 6 milhões.

Na verdade, o que todos da oposição querem é manter privilégios, pois sabem que se o atual presidente for reeleito muitos perderão essa condição. Aliás, por falar em privilégios, enquanto milhares de brasileiros estão vivendo abaixo da linha da miséria, nossos parlamentares e juízes não têm o que reclamar, pois vejamos: cada deputado desfruta de 25 assessores, e no Senado não é diferente. Nosso parlamento tem mais de 28 mil funcionários. É o parlamento mais caro do mundo. Cada deputado recebe R$ 11.200,00 por mês em despesas com a saúde, enquanto o povão morre nas filas dos hospitais. Nosso sistema de justiça não fica para trás: é o mais caro do mundo, que consome 1.8% do PIB.

A mesma revista VEJA, edição 2739, em sua coluna “Geral Perfil” aborda a performance do Dr. Roberto Kalil, cardiologista do Collor, Lula, Dilma e Temer, que bancam seus tratamentos vips com nosso dinheiro, enquanto isso as doenças cardiovasculares causam cerca de 300 mil óbitos por ano no Brasil. Desse montante, 80 % são por falta de recursos para o tratamento e as péssimas condições hospitalares dos hospitais públicos sucateados.

O super Poder Judiciário

A estrutura do judiciário é de dar inveja a outros países do primeiro mundo. São 450 mil funcionários, com despesa de cerca de R$ 49.9 bilhões em 2019, o que significa R$ 134.2 milhões por dia, ou R$ 5.5 milhões por hora, ou R$ 93.2 mil por minuto, ou R$ 1.500 a cada segundo, consumidos por 91 instituições, com 5 tribunais superiores, assim distribuídos: TST consome R$ 1.3 bilhão, com 2.1 mil funcionários; TSE consome R$ 632.9 milhões, com 2.2 mil funcionários; STF consome 698.9 milhões, com 2 mil funcionários; STM consome R$ 347.6 milhões com 700 funcionários; STJ consome R$ 1.6 bilhões com 4.8 mil funcionários.

Esses também  fazem parte do grupo da elite brasileira que tem motivos de sobra para derrubar o presidente Bolsonaro, afinal tem muito dinheiro e privilégios em jogo. Esse é no nosso Brasil!!! A elite que defende arduamente seus privilégios que é sustentado com a miserabilidade de 70% da população.

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