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Narradora de Rainbow Six Siege, Sunshine fala do trabalho e relembra início: “Estava muito nervosa, mas muito feliz”

Mohana da Silva Lopes, também conhecida como Sunshine
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Por Jonathan de Oliveira (Colaborador Esports)

Sabia que a narração nunca foi exclusiva dos esportes tradicionais, mas também no esporte eletrônico? Para poder ficar mais próximo desse cenário, o Jornal DR1 teve o prazer de entrevistar Mohana da Silva Lopes, também conhecida como SunshineM18, uma das narradoras de esports.

Ela tem 20 anos, mora na Região dos Lagos, em Cabo Frio, e concilia o trabalho como narradora com o curso de Direito.

Sunshine tem sua passagem resumida no jogo Rainbow Six Siege, pois nunca foi muito próxima dos outros jogos eletrônicos, por justamente não conhecer muito bem esse cenário.

No 3º ano do Ensino Médio, para se afastar um pouco da pressão do vestibular, começou jogando por diversão o game PUBG Móbile. Logo no ano seguinte, conheceu o Rainbow Six, jogo competitivo da Ubisoft. Por estar apaixonada pelo game, outros jogos não chamaram a sua atenção. Confira a entrevista.

JDR1 – Como você conheceu o Rainbow Six Siege?

Sunshine – Após a formatura do Ensino Médio, voltei a falar com um menino com quem tinha estudado no 7° ano e não o via a tempos. Hoje, ele é meu namorado e, na época, quando eu o chamei pra jogar PUBG, ele disse que tinha um jogo que possivelmente eu iria gostar. Ele jogava no Xbox com os amigos e começou a fazer lives para eu assistir, já que não tinha a mesma plataforma que ele e não tinha como jogar junto. No início, como estava acostumada com o PUBG, não me interessei muito pois era tudo diferente. Até que um dia, o notebook que eu tinha não ligou mais, e eu precisava de um novo pois pretendia fazer o vestibular e estudar on-line. Comprei um novo que era acima do meu antigo: I3 de 6 geração, placa integrada Intel graphics 520, 4GB de ram e 500HD. Meu namorado então teve a ideia de me emprestar a conta do amigo dele pra eu baixar o jogo e ver se rodava em meu notebook. Feito tudo, cheguei a no máximo 35 FPS, o que já tinha ajudado demais, e conseguindo jogar um pouco melhor, comecei a me apaixonar por esse jogo.

JDR1 – Qual foi a sua motivação para começar a narrar os jogos de Rainbow Six Siege?

Sunshine – Em Maio de 2019, iniciei jogando o R6. Em setembro, eu, ele [o namorado] e uns amigos que fizemos nas rankeadas resolvemos criar uma tag, só para usarmos de brincadeira em nossos nicks como se fossemos um time. Um tempo depois, todo mundo estava começando a gostar da ideia de talvez montar um time e treinar táticas para poder competir no amador. E lá fui eu tentar ser player de Rainbow Six. Contudo, quando fui jogar algumas GO4, campeonato da Ubisoft semelhante à Liga Six de hoje, acabei sofrendo muito com a falta de carregamento dos operadores dentro da fase de escolha. Com isso, resolvi não jogar mais com foco competitivo. Então, um time de amigos, inclusive o do meu namorado, participou de campeonato amador gratuito no qual fiz a transmissão na Twitch, em abril de 2020, e foi aí que tudo começou. De brincadeira, eles pediram para que eu narrasse. No fim acabei gostando. Comecei a narrar campeonatos amadores e recebi diversas oportunidades de camps pequenos que me ajudaram a adquirir experiência. A narração foi uma luz no fim do túnel. O quanto eu tinha gostado desse jogo era surreal e, como eu não poderia tentar jogar profissionalmente, a narração se tornou a minha paixão e também um meio de eu continuar interagindo com o R6.

JDR1 – Na narração, quem são suas maiores inspirações?

Sunshine – Meligeni e Vic Rodrigues. Acabei pegando um carinho muito forte pelo Meli por causa da sua vibração, sua energia, a emoção que ele sente ele transmite, como chorar torcendo pelo Brasil dentro da narração, é uma coisa muito linda de se ver. A Vic me inspira muito por ter um trabalho surpreendente e ser uma mulher dentro dos grupos de Casters no R6, o que é muito raro de se ver. Eu mesma, com 2 anos de Rainbow Six, pelo o que me recordo, só conheço ela e uma outra menina que passou apenas por algum tempo, mas logo saiu também. Então ter ela dentro disso tudo me trás um carinho enorme e uma inspiração a continuar.

JDR1 – Recentemente você fez participação do Gamers Without Borders, um dos principais campeonatos de esports beneficentes do mundo, onde o prêmio final é diretamente enviado para uma instituição de caridade. Qual é a sensação e a experiência de ter narrado jogos de R6 em nível Tier 1?

Sunshine – Estava muito nervosa, mas muito feliz ao mesmo tempo. Eu já fiz centenas de lives narrando e transmitindo jogos de muitos campeonatos, mas narrar times Tier era um patamar muito distante que eu nunca havia alcançado e muito menos saberia que ia ter contato tão cedo. Com tudo isso, os 2 primeiros dias foram de total nervosismo. Contudo, isso foi muito importante pra mim, eu adquiri experiência, e nos 2 dias consecutivos, consegui demonstrar um pouco mais do que eu tenho, ao lado pessoas maravilhosas ainda por cima, narradores excelentes que tive o prazer de conviver. Foi tudo incrível e eu só tenho a agradecer. Tenho muito o que aprender ainda, mas não vejo a hora de ter mais uma vez a honra de narrar as jogadas de todos do Tier 1.

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