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O novo “normal” pós-Covid-19

Foto: Pixabay
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Os efeitos do pânico do COVID-19 causaram grandes mudanças em nossas vidas cotidianas, mudanças que muitas vezes aconteceram de forma rápida e abrupta. Os ajustes de vida geralmente vêm com uma ampla gama de experiências e emoções. Às vezes, essa transição pode ser suave e outras vezes a jornada para o novo normal é instável ou totalmente obscura.

Aqui nos EUA já contamos com mais de 48,5% da população americana completamente vacinada e mais de 334 milhões de doses da vacina administrada. Mas o que isso impacta na nova rotina e na vida da população pós vacinação?

Interessante que se fizermos um comparativo entre as situações da população americana e a população brasileira em termos de número de contaminados, vacinados e número de vacinas disponíveis, haverá uma imensa discrepância. Nos EUA já há vacina disponível para todo e qualquer indivíduo que queira se vacinar, enquanto o povo brasileiro ainda sofre com o número de vacinas insuficiente para atender toda a população, desorganização nos postos de atendimentos, fraudes, corrupção etc.

Por incrível que possa parecer, há uma fatia considerável de americanos que não tomaram a dose da vacina porque simplesmente não querem, porque ainda acreditam em teorias da conspiração ou na não eficácia das vacinas.

Um fato interessante que vem acontecendo é que após a vacinação em massa, a economia americana vem sendo impulsionada pelo governo e empresários para uma recuperação rápida.  Há uma grande demanda por produtos e serviços, porém o mercado está se deparando com uma parcela de americanos que não voltaram ou não querem voltar a seus antigos postos de trabalho simplesmente por causa dos benefícios da ajuda do governo.

É isso mesmo que vocês estão lendo. Há trabalho, há oferta de empregos em todos os setores, porém há escassez de mão de obra. Uma parte dos americanos vem se dando ao luxo de recusarem ofertas de trabalho para permanecerem em casa sustentados pelo governo. Isso afeta a economia em vários aspectos: o governo continua liberando altas verbas para amparar a população e minimizar os impactos da pandemia, com isso deixando de investir em outras áreas de desenvolvimento e produtos e serviços vão ficando escassos e com isso preços vão aumentando.

Novos fatores, novas rotinas e novos horizontes surgiram após a pandemia e o que temos que fazer hoje é se adaptar a este “novo normal” e tudo que ele traz consigo. Nunca em toda a estória mundial houve uma pandemia que impactasse tanto a população e mudasse o rumo da estória e do olhar humano acerca de fatores antes impensados, que agora, em um mundo globalizado, o que acontece no quintal do vizinho, impacta no nosso também.

Na minha opinião o novo normal implica em um processo com muitos ajustes, muitas adaptações e muito aprendizado. A verdade é que ainda temos uma longa estrada pela frente e especialistas acreditam que nunca mais voltaremos ao “normal” como anterior a pandemia. Torço para que um novo normal, e todas as adaptações em consequência deste, surja e que leve a humanidade a ter um olhar diferente e melhor em relação ao outro.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
srios@vivendonoseua.com.br
www.vivendonoseua.com.br

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