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Destaque como narrador do Rainbow Six, Alezudo fala da carreira e diz por que trocou advocacia pelo eSports

Foto: Reprodução/Instagram
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O quanto é importante a narração para você? Se parar para pensar, irá perceber que o comum é responder que a importância está sempre na emoção que os narradores trazem para um determinado jogo. Quem é que não conhece a energia estrondosa do Everaldo Marques ou a voz principal do nosso futebol brasileiro, a do grande Galvão Bueno?

No esporte eletrônico, isso não muda; tem as vozes principais e as de energia estrondosa. A emoção dos esportes, tanto dos tradicionais quanto dos eletrônicos, sempre veio dos narradores e comentaristas, ligando o público ao objetivo. Nos games, os leigos e os profissionais sempre irão sentir as informações e as emoções passadas por cada um desses casters.

Alezudo é um dos principais narradores da Ubisoft para o game Rainbow Six, dividindo o palco com o seu grande amigo Vitor “Intact” Janz, o comentarista. Para falar um pouquinho sobre a narração e sobre a vida do Alezudo, fomos atrás dele e fizemos uma entrevista exclusiva para o Jornal DR1.

Foto: Reprodução/Instagram

Alexandre Branco Pereira, melhor dizendo para o público, Alezudo. Tem 32 anos e mora na Capital de São Paulo. Formado em Direito, cresceu na Zona Norte de São Paulo, é advogado e desde então vinha trabalhando 100% em sua função. De 2015 até o começo de 2021 se dedicou a advocacia. Alezudo sempre foi muito ligado aos games. Começou a jogar aos 5 anos de idade, com sua categoria principal sendo os jogos de esporte. Em 2018 conheceu o Rainbow Six e, desde então, começou a jogar e nunca mais parou.

Vamos para a entrevista!

JDR1 – A narração se tornou uma das maiores potências no mundo do esporte eletrônico, sendo a peça essencial para todo entretenimento do público pro jogo. Como é ser um dos principais narradores do Rainbow Six Siege no Brasil?

Alezudo: É uma sensação muito boa. Eu não tinha essa pretensão, mas as coisas foram crescendo e acontecendo muito rápido. Hoje estar ao lado do Meligeni e do “Qep” como um dos casters do Siege é uma honra, e ter milhares de pessoas ao mesmo tempo te assistindo é uma responsabilidade grande, mas é algo que me move, me sinto muito bem! 

JDR1 – De onde veio o nome Alezudo?

Alezudo: É um apelido da época de escola, o porquê eu nem lembro! Mas meus amigos de infância ainda usavam pra me chamar, então acabei adotando!

JDR1 – Alezudo é um grande advogado e um enorme narrador. Para quem não sabe, ele divide a mesa com grandes casters do cenário de R6. Por que decidiu focar sua vida com a narração no esporte eletrônico e deixar a área da advocacia pra descanso?

Alezudo: A razão principal foi que eu queria experimentar algo novo, eu não era uma pessoa 100% feliz com o que eu vinha fazendo. Hoje minha rotina é muito mais leve, tenho um reconhecimento muito legal do público e sinto que me encontrei profissionalmente. Eu ainda advogo, mas em muito menor intensidade que antigamente.

JDR1– Ubisoft é uma das maiores empresas de games do mundo, tendo grandes nomes em jogos de série como: Assassin’s Creed, Far Cry, The Crew e etc. Como é a sensação de estar hoje nessa empresa e trabalhando para ela?

Alezudo: A Ubisoft é uma gigante do mercado, e estar lá significa que pessoas que tomam decisões muito importantes e são responsáveis pelos produtos da Ubisoft me escolheram para estar lá. É algo que eu levo muito a sério, sou muito grato pela oportunidade.

Foto: Reprodução/Instagram

JDR1 – No mundo do esporte em geral, tanto o tradicional quanto o eletrônico, quem são suas maiores inspirações? Destaque para a gente sobre um deles que fez ter maior parte das suas motivações.

Alezudo: Nos e-sports, Meligeni sempre foi o meu caster favorito, me inspira muito. No esporte tradicional, sou muito fã do Everaldo Marques, e tenho muitas referências estrangeiras como o Kevin Harlan e o Mike Breen.

JDR1– Qual é a diferença de narrar um esporte tradicional para o esporte eletrônico?

Alezudo: O esporte eletrônico é muito mais exigente, na minha opinião, porque muitas coisas acontecem ao mesmo tempo visando um objetivo em comum. É diferente do esporte tradicional. Por exemplo: no basquete ou no futebol você tem um ponto de interesse, que é a bola, e as interações com ela são os momentos mais interessantes. Você precisa estar ligado 100% do tempo em tudo que está acontecendo, especialmente posicionamentos, para poder antecipar um momento importante.

Jonathan Oliveira
Designer gráfico, fotógrafo e diagramador do Jornal DR1
jonathanoliveira@jornaldr1.com.br

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