Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

Hang afirma que morte da mãe foi usado de forma ‘vil e política’ por opositores

Mãe de Luciano Hang, Regina Hang, morreu em fevereiro de Covid-19 (Foto: Arquivo Pessoal)
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Da Agência Brasil

À CPI, Luciano Hang contou que desde 2018 é um “ativista político”. Ele acrescentou que o nome de sua mãe, Regina Hang, de 82 anos, que morreu em fevereiro depois de ser internada com Covid-19, foi utilizado de forma “vil” e “política”.

A mãe de Hang foi tratada no Hospital Sancta Maggiore, da rede da operadora Prevent Senior. A empresa é investigada pela CPI por supostamente ter imposto aos seus médicos que prescrevessem a seus pacientes o tratamento com medicações sem comprovação científica para tratamento da covid-19. Segundo denúncias levadas à CPI, no atestado de óbito da idosa não há nenhuma menção ao novo coronavírus, contrariando recomendação expressa do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) levantou a suspeita de que a omissão por parte de Hang esteja relacionada à tentativa de não desqualificar o chamado “tratamento precoce”, do qual o empresário é defensor. “É duro para mim ver a morte da minha mãe sendo usada politicamente, de forma baixa e desrespeitosa. Não aceito desrespeito a morte da minha mãe. Tenho consciência de que como filho sempre fiz o melhor por ela”, ressaltou Hang.

“O senhor é que trouxe o debate falando, suas palavras são claras: ‘se minha mãe tivesse usado o tratamento precoce, talvez ela teria sido salva’. Não fomos nós que trouxemos sua genitora para esse debate”, reagiu o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Hang ressaltou que a mãe dele foi diagnosticada com covid-19 no dia 28 de dezembro de 2020 e, até dia 1º de janeiro de 2021, recebeu o “tratamento precoce/inicial, em casa”. Na versão dele, como a situação da paciente, que tinha comorbidades, piorou e ela chegou a ficar com 95% do pulmão comprometido, o empresário decidiu pela internação na Prevent Senior após recomendações de amigos.

O empresário defendeu o uso de medicação sem eficiência comprovada e, sem sucesso, sob críticas de parlamentares independentes e de oposição ao governo, quis convencer a cúpula da CPI de que há diferença entre tratamento precoce e preventivo. O primeiro, disse, é feito na fase inicial da doença e o segundo, realizado antes do contato com o vírus. Ainda de acordo com o depoente, Regina Hang não teria tomado os medicamentos “preventivos” antes de ser acometida. Na avaliação dele, se a medida tivesse sido tomada, talvez ela estivesse viva.

 

pt Português
X
Open chat