Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

A atriz Letícia Braga se prepara para viver mais uma personagem desafiadora

Foto: Gloss Model/ Divulgação
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Ela só tem 16 anos, mas tem um currículo digno dos atores mais experientes da TV. Letícia Braga estreou na dramaturgia aos oito anos de idade, interpretando a fase jovem de Rosália, na novela Dona Xepa, em seguida fez  A Regra do Jogo, a série Justiça, ficou em terceiro lugar na Dancinha dos Famosos e dos nove aos 15 anos, interpretou a detetive Sol, da série DPA (Detetives do Prédio Azul), no canal Gloob, que virou febre entre a criançada.

Talentosa e focada, Letícia também já mostrou a que veio na telona. Protagonizou o filme A Menina Índigo, fez uma médium em Codificação Espírita, três filmes do DPA e se prepara para mais um desafio na telona. Em Meninas Não Choram, ela viverá uma adolescente com leucemia.

E não para por aí! Além de atriz, Letícia também é escritora e lançou dois livros. Nesse bate-papo com o jornal DR1, Leticia Braga falou da carreira, dos novos desafios, da adolescência, família e da pandemia.

 

Jornal DR1- Depois de vestir a capa vermelha por cinco anos, em 2019, você se despediu da Sol. Foi muito difícil se despedir da personagem?

LB- Foi difícil sim! Nós sempre soubemos que esse dia iria chegar. Afinal, eu mesma entrei substituindo a Letícia Pedro, que fez a Detetive Mila na história. Só que deixar uma personagem tão marcante e importante, deu tristeza sim! Mas acho que tudo acontece na hora certa. É hora de novos projetos e de crescer mais como atriz.

 

Jornal DR1- Quais lições você aprendeu com a Sol?

LB- Alegria, generosidade, confiança!

 

Jornal DR1- Como foi a transição de criança para adolescente?

LB- Nada fácil, ainda mais durante uma pandemia! Logo no momento em que eu achava que ganharia a liberdade, faria muitas coisas, teria muitos amigos, ficamos presos e isolados.

 

Jornal DR1- Qual é o lado bom e o ruim da adolescência?

LB- Acho que não tem lado ruim! É um processo, uma fase. E a gente tem que viver com intensidade cada uma delas. Vivi minha infância muito bem e até quando pude. Agora a adolescência, do jeito que dá.

 

Jornal DR1- Em A Menina Índigo, você interpretou a Sofia, uma menina que via o mundo diferente, de uma forma mais colorida. Como você vê o mundo atual?

 

LB- O mundo andou meio nublado, cinza. Muito sofrimento, mas acho que agora as coisas estão melhorando. De pouquinho em pouquinho uma cor vem chegando e em algum momento teremos um arco-íris nos fazendo sorrir.

 

Jornal DR1- Como foi a composição da Sofia?

LB- Muito natural. Eu já era espírita e esse universo já me era familiar. Como eu não tinha muito experiência, o Wagner de Assis, meu diretor, ia me ajudando cena a cena.

 

Jornal DR1-  A Sofia se reaproxima do pai quando ele é chamado na escola. Como é a sua relação com a sua família?

LB- Muito boa! Atualmente meus pais são separados, mas isso é de boa. Minha mãe já casou de novo e o meu padrasto tem uma filha que virou nossa irmã. Meu pai namora e ela é muito legal comigo. Estou rodeada de pessoas que amo.

 

Jornal DR1- Você escreveu dois livros. Do que eles falam?

LB- O primeiro é o Cabelinhos de Anjo, uma história que inventei numa noite deitada com a minha mãe. Ele fala de como uma menina de cabelos cacheados volta a se amar.

E o segundo, O Que Eu Vou ser Quando Crescer, conta o meu processo de brincadeiras que me levaram a descobrir que eu queria mesmo era ser atriz.

 

Jornal DR1- Como é a sua relação com as crianças?

LB- Maravilhosa, amo crianças! Tenho paciência e adoro apertar. E elas sempre me retribuem com mais carinho ainda.

 

Jornal Dr1- No filme Meninas Não Choram, você vai interpretar uma jovem com leucemia. Como está sendo a preparação da personagem?

LB- Estou assistindo alguns filmes sobre o tema. Já visitei a ala de oncologia pediátrica da Santa Casa de Santos e da Casa Ronald MCdonalds. Conheço um pouco dessa realidade. No mais, ainda estou esperando minha diretora, Vivi Jundi, ler comigo o roteiro para combinarmos a composição da personagem.

 

Jornal DR1- Você vai ter que raspar a cabeça? Está preparada?

LB- Ainda não sei! Hoje em dia existem muitas técnicas e maquiagem para fingir que está com a cabeça raspada, mas se tiver que raspar, tô dentro! Meu corpo é meu instrumento de trabalho. Ele está a serviço da minha arte, das minhas personagens. Vou raspar o cabelo para mostrar de mentira o que tantas pessoas vivem de verdade. Como poderei me importar com isso?

 

Jornal DR1- O que você aprendeu na pandemia? Para você teve algum lado positivo?

LB- No começo, até estava gostando, porque fazia muito tempo que eu não tinha tanto tempo livre! Depois passei a detestar o EAD! Depois aceitei! Depois foi horrível! Me sentia muito confusa com tudo. A falta de leitos, as pessoas que não se conscientizam com os cuidados, com a vacina, isso me deixou ansiosa. Procurei ajuda e graças a Deus, hoje tudo está mais fácil.

 

Jornal DR1- Quais são os seus planos para o futuro?

LB- Aprendi que o futuro nem sempre pode ser planejado. Tem muita coisa que não está no nosso controle, que muda a nossa vida. Então não tenho feito muitos planos. Tenho desejos: de fazer uma novela inteira na Globo, fazer uma série de algum streaming e passar no mundo todo, fazer minha festa de aniversário com todo mundo se abraçando e feliz. De estar com quem amo e me ama.

pt Português
X
Open chat