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DESCARTE DE ALIMENTOS E IMPACTO AMBIENTAL

Foto Embrapa/Divulgação
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No último dia 16 de outubro, foi comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Contudo, não há muito o que se comemorar.

Em 2019, o mundo promoveu o descarte de 931 milhões de toneladas de alimentos, equivalente a 17% da produção global, sendo as nossas casas responsáveis por 61% deste desperdício, ou seja, 567 milhões de toneladas de comida foram parar nos aterros ou lixões. Em seguida aparecem restaurantes e mercados como fontes de desperdícios de alimentos. Toda esta comida que não é aproveitada daria para dar a volta na terra 7 vezes.

Em mundo onde 700 milhões de pessoas passam fome a redução do desperdício de alimentos nas residências, nos mercados e serviço de alimentação deveria ser prioridade. Cada brasileiro em média descarta 60 kilos de comida por ano. Além do impacto social, o desperdício também gera um impacto negativo ao nosso planeta.

As estimativas sugerem que 10% das emissões globais de gases de efeito estufa estão associadas a alimentos que não são consumidos, para que você leitor tenha uma noção do que isto representa, se este montante fosse um país, seria o terceiro maior gerador de gás de efeito estufa do mundo, são necessários 23 milhões de caminhões de 40 toneladas só para transportar toda esta quantidade de resíduo orgânico.

Uma vez descartados nos aterros ou lixões, toda esta comida com a sua degradação passa a gerar o gás metano, também causador do efeito estufa e o famoso “chorume”. O chorume é o resultado da decomposição do resíduo orgânico, de aspecto escuro e cheiro forte e com grande concentração de metais pesados e substâncias tóxicas. Ele chega a ser 200 vezes mais poluente que o esgoto.

A maneira como produzimos, consumimos e desperdiçamos alimentos tem grande impacto sobre os nossos recursos naturais, no clima e no meio ambiente, gerando custos de milhões de dólares ao ano.

Nós, consumidores, é quem somos a chave da transformação. Portanto, esta mudança de comportamento deve começar conosco.

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