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Empresa de Obras Públicas oficializa reserva de vagas para mulheres na construção civil

Rio de Janeiro 07/07/2021 - EMOP - Mulheres na Construção Civil Fotos
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A Empresa de Obras Públicas (Emop) passou a ter uma reserva de vagas de emprego para mulheres nas frentes de obras executadas pela instituição. Portaria publicada nesta semana no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro orienta que 5% das oportunidades sejam destinadas a trabalhadoras nas novas obras contratadas.

Conforme o governo estadual, a iniciativa atende à necessidade de fomento à inserção de mulheres no mercado de trabalho da construção civil no estado do Rio de Janeiro.

Em sua justificativa, a Emop cita o art. 170, § 7º da Constituição Federal, que dispõe sobre a necessidade de promover a redução de desigualdades sociais, e o art. 116 da Lei Federal nº 6.404/1976, que trata sobre a função social da empresa e seus deveres e responsabilidades com a comunidade em que atua.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Obras, Max Lemos, a construção civil é uma das maiores aliadas do governo quando se trata de gerar riqueza e dignidade à população.

“O setor público tem o dever de abrir espaço para as mulheres no mercado de trabalho, mesmo num setor predominantemente masculino como a construção civil. Ter mulheres chefes de família atuando nestas melhorias é algo que queremos ver acontecendo em nossos projetos”,  ressaltou.

Segundo o diretor-presidente da empresa de obras, André Braga, a medida tem o objetivo de promover cada vez mais o trabalho das mulheres no mercado da construção civil.

“Ao incentivar a contratação de mulheres, a Emop, referência na história da construção civil do estado, cumpre a sua função social e seus deveres com a comunidade e em especial com as mulheres. Atualmente, as mulheres são chefes de família na maior parte dos lares brasileiros”.

Estatísticas

Dados divulgados pelo IPEA e IBGE dão conta de que 45% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, sendo que 63% deles por mulheres negras que estão abaixo da linha de pobreza. Em 1995, esse percentual era de 25%. Com a pandemia, a crise do desemprego se agravou e atingiu mais duramente essas mulheres. Cerca de 58% das mulheres desempregadas são negras.

Na totalidade, a pandemia da Covid-19 tirou, somente no terceiro semestre de 2020, perto de 8,5 milhões de mulheres do mercado de trabalho, colocando em risco o sustento da casa, o pagamento das contas básicas e o acesso à alimentação.

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