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Entrevista com Augusto Cury: ‘O amor é apostar tudo que temos para aqueles que pouco têm’

Augusto Cury e seus livros (Foto: Divulgação)
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Por Guilherme Abrahão

O autor mais lido da década. Idealizador da Teoria da Inteligência Multifocal, hoje muito disseminado em universidades do Brasil e do mundo. Augusto Cury é um dos maiores fenômenos da literatura brasileira e sem dúvidas um dos maiores brasileiros da atualidade. Com mais de  30 milhões de livros vendidos, ele é um mensageiro do amor. E sua mensagem é lida e ouvida por todos os cantos. E o Jornal DR1 teve o prazer de falar com ele. De simplicidade característica, Augusto passou um pouco de seu conhecimento aprendido em sua longa trajetória na literatura. Confira o bate-papo com o brilhante escritor.

JDR1 – Qual a grande mensagem que suas obras passam?

Augusto Cury – São várias. Duas delas, todos nós podemos e devemos nos tornar autores da própria história. Caso contrário seremos servos em uma sociedade livre. Precisamos aprender a comprar vírgulas para escrever os capítulos mais importantes da nossa história no momento mais dramático de nossa existência.

Augusto Cury é considerado o autor mais lido da década (Foto: Divulgação)

JDR1 – De onde vem a inspiração para escrever essas obras?

AC –  O que me impele, a escrever, e escrevi mais 60 livros publicados em mais de 70 países, é a paixão pela humanidade, que de uma forma tento contribuir com ela, para que ela seja mais generosa, altruísta, solidária, menos radical, mais flexível onde as pessoas que detenham o poder, aprenderam que só é digno do poder quem é desprendido dele. Pessoas que devem usar o poder são pessoas que usam ele para servir a sociedade e não para que a sociedade a sirva. Também de alguma forma quero mostrar que a educação mundial está doente, formando pessoas doentes para uma sociedade assim, porque se tornou excessivamente cartesiana e não estimula a formação das habilidades mais importantes para que o ser humano desenvolva a plenitude de sua inteligência, socioemocional.

JDR1 – Você foi um dos autores mais lidos da década. O quanto isso é gratificante?

AC – Escrevo não em busca da fama, porque ela é efêmera e débil, até porque a vida é bela breve como gotas de orvalho que por instantes aparecem e logo se dissipam aos primeiros raios solares do tempo. É gratificante saber que dezenas de milhões de pessoas leem minhas obras, mas isso aumenta minha responsabilidade. Porque como escritor o meu desejo é que as pessoas aprendam a encontrar o mais importante endereço ao longo do traçado da sua história que é o endereço dentro de si mesmo. 

JDR1 – Como foi o início na literatura, em ajudar pessoas através do conhecimento e de belas palavras?

AC – Usar as palavras para que as pessoas possam se ver, se enxergar e reinventar, dissecar seus erros, falhas e até suas loucuras…Usar as palavras para treinarem seu eu, serem líderes de si mesmo, antes de assumir esse protagonismo no teatro social. É algo muito complexo. Palavras são secas, mas o escritor tem que dar emocionalidade a cada uma delas. Preciso escrever com poesia para que essas palavras possam tocar o psiquismo dos leitores e fazê-los viajar para dentro de si mesmo, enquanto eles viajam nas palavras de um livro. Os políticos contam a verdade para esconder suas mentiras e os escritores contam mentiras para falar as verdades. É mais ou menos esse meu papel, contar histórias para que as pessoas possam enxergar as loucuras da mente humana. Uma dessas loucuras é que os partidos de esquerda e direita, que são incapazes de aplaudir quem está na oposição, não são dignos do poder. Todo radicalismo de qualquer ideologia é o reflexo de uma mente doente e irresponsável.

JDR1 – O que é o amor para Augusto Cury?

AC – É abraçar mais e julgar menos. É ver um charme no defeito dos outros. O amor é apostar tudo que temos para aqueles que pouco têm. É enxergar a assinatura do autor da existência, independente da sua fé e milhões de fenômenos que estão diante dos nossos olhos e ouvidos. O amor é se aproximar dos nossos filhos e dizer obrigado pro você existir ou de quem está perto de nós e proclamar todas as coisas que temos na vida e dizer que são as melhores delas. É considerar e ver o ser humano único, portanto amor é atitude. Amor é indefinível. 

JDR1 – O que é a teoria da inteligência multifocal?

AC – É uma das raras teorias mundiais que estudam cinco grandes fenômenos. Os processos de construção de pensamentos, de formação do eu, o programa de gestão da emoção, os papéis conscientes e inconscientes da memória e o processo de interpretação e lógica do conhecimento. É uma teoria que hoje é utilizada em universidades. Inclusive tenho uma disciplina USP, onde meus alunos de mestrado e doutorado aprendem profundamente a Teoria da Inteligência Multifocal, na disciplina chamada Gestão da Emoção para Formar Professores Brilhantes. Nessa disciplina meu objetivo e que os professores universitário entendam que a maior responsabilidade deles não é ser expositor do conhecimento e sim estimular os alunos a terem consciência crítica e perceber que a vida apesar de todos os seus intempéries é um espetáculo único e imperdível, provocando os alunos a penetrar em camadas mais profundas da mente, deixando-os de serem repetidores de informação. Assim se tornam pensadores altruístas e solidários e que contribuem para  sociedade que vivem 

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