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Ex-governador Pezão retira tornozeleira eletrônica

Pezão foi condenado a 98 anos de prisão por corrupção (Foto: Fernando Frazão/ABr)
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Da Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão retirou a tornozeleira eletrônica, após autorização do juiz titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou que, cumprindo decisão judicial, desinstalou a tornozeleira eletrônica nesta quinta-feira (21).

Em sua decisão de terça-feira (19), Bretas determinou que o ex-governador mantenha o compromisso de comparecimento em juízo para todos os atos designados pela autoridade competente; a proibição de ocupar cargos ou funções públicas no estado ou no município do Rio, enquanto durar o processo; o dever de comunicar eventuais viagens para fora do estado do Rio; além do dever de informar ao juízo eventuais mudanças de endereço residencial.

Em julho, ele foi condenado a 98 anos de prisão, por corrupção. A sentença foi publicada, pelo juiz titular da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas. Os crimes atribuídos a Pezão dizem respeito às operações Calicute, Eficiência e Boca de Lobos, todas desdobramentos da Lava Jato no Rio. Bretas considerou, em sua sentença, que Pezão, ex-vice-governador de Sérgio Cabral, deu continuidade aos crimes, após assumir o governo do estado.

Ele é réu na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro acusado de integrar um esquema de corrupção chefiado pelo também ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi vice.

Junto com o alvará de soltura que garantiu sua saída, Pezão recebeu uma intimação para que compareça, em 24 horas, em um endereço determinado pela Justiça para colocação da tornozeleira eletrônica, como informou o advogado de defesa dele, Flávio Mirza. Ele ficou um ano em cárcere. Segundo o relator Rogério Schietti, não havia mais razão para a manutenção da prisão preventiva de Pezão porque, segundo o ministro, não há riscos para o processo. Para Schietti, manter a prisão representaria uma antecipação da pena.

Além dele, outros ex-governadores do Rio de Janeiro foram ou estão presos, como é o caso de Sergio Cabral.

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