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“Minha primeira experiência foi com 50 tons de cinza, embora os meus livros sejam bem diferentes da maioria dos livros eróticos”

Fotos Valéria Veiga/Divulgação
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Nascida em Niterói, Rio de Janeiro, Valéria Veiga é uma mulher extremamente determinada e corajosa. Tanto que, largou sua vida estável e se mudou de mala e cuida com a filha, a atriz Lana Tyler, para San Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. E ela tomou a decisão certa! Morando na América desde 2016, Valéria viu sua vida mudar para muito melhor da noite para o dia. Enquanto estava presa no lockdown, ela resolveu escrever seu primeiro livro. Em oito meses, lançou mais seis livros e virou Best-seller com mais de 15 milhões de leituras online. Nessa entrevista exclusiva para o Jornal DR1, Valéria Veiga fala de como é morar longe da família, de como virou uma escritora erótica famosa, entre outros assuntos. Confira:

 

JornalDR1- Você deixou o Brasil e foi morar com a sua filha em San Francisco. Foi difícil deixar o seu país?

Valéria Veiga- Eu já tinha morado nos Estados Unidos e voltar sempre foi o meu maior sonho, e por isso pra mim a mudança foi tranquila e com a certeza que estava vindo para ficar.

 

Jornal DR1- Como foi a adaptação?

VV- A adaptação não foi difícil, mas se estabilizar em outro país não é fácil como muitos pensam, porque você deixa tudo e chega aqui com uma mala na mão e tudo pra construir. É uma experiência única e agradeço todos os dias por estar aqui.

 

Jornal DR1- Quais são os prós e os contras de se morar em outro país?

VV- Amo morar aqui, sou muito feliz.  A única coisa difícil é ficar longe da família.

 

Jornal DR1- Como foi viver longe durante a pandemia?

VV- Foi bem complicado, porque como eu disse você leva tempo para se estabilizar e a pandemia deixou a gente em casa de um dia para o outro e aqui foram um ano e quatro meses de lockdown de verdade. Só que por outro lado, a pandemia fez com que tivéssemos tempo pra olhar pra dentro de nós, para nos reinventarmos e foi justamente quando me tornei escritora.

 

Jornal DR1- Como você virou escritora?

VV- Resolvi escrever a minha autobiografia porque eu queria que todos soubessem que existe muito mais do que aquilo que podemos tocar, e que almas gêmeas existem, só que não são como as das novelas. Três meses depois com a pandemia, eu resolvi escrever “Casa Comigo?” meu primeiro romance hot para passar o tempo e em seguida minha primeira série da máfia Doce Perigo, e o sucesso foi enorme.

 

Jornal DR1- E do dia para a noite, você virou best seller. Já tinha se imaginado famosa?

VV- Nunca pensei em fama, escrevo porque gosto e me distrai, como uma terapia. Quando lancei Casa Comigo em março, não imaginei que em oito meses escreveria mais sete livros e todos best-seller na Amazon. São 15 milhões de leituras on-line em um ano, e às vezes ainda me assusto com os números e em ter os meus e-books entre os mais vendidos no Brasil e nos Estados Unidos.

 

Jornal DR1- Do que fala seus livros?

VV- Meu primeiro livro conta a história da minha vida e minha missão ao escrever a Trilogia Sem Fim foi rasgar o véu entre os dois mundos. No livro Sem Fim – A História Real de Felipe e Juliana eu conto a minha vida atual e em Sem Fim – A História de Mabelle, como é nascer e crescer sensitiva e a minha vida como Mabelle, onde eu  morri acusada de bruxaria no século XV.

 

Jornal DR1- Você é considerada uma escritora hot. Dá onde tira essas inspirações eróticas?

VV- Sou escritora hot que é a literatura erótica. Penso nos personagens e começo a escrever dando vida à história sem roteiro. Costumo primeiro escolher os avatares (atores ou modelos que me inspiram naqueles personagens) e a partir daí é como se eu fosse assistindo um filme na minha mente e passando para o computador.

 

Jornal DR1- Você sempre gostou desse tipo de leitura?

VV- Minha primeira experiência foi com 50 tons de cinza, embora os meus livros sejam bem diferentes da maioria dos livros eróticos porque as minhas personagens femininas são mulheres empoderadas e donas de si.

 

Jornal DR1- Como você vê o crescimento do mercado erótico? Acha que as mulheres estão se liberando mais?

VV- No Brasil e no mundo todo são os livros que mais vendem. As mulheres descobriram que elas também têm direito ao prazer e a chegada das escritoras eróticas fez com que esse gênero literário se voltasse para os nossos desejos. Os filmes e os livros eram escritos e dirigidos por homens, que pensavam no prazer deles, e nós mulheres escrevemos com os sentimentos e desejos da mulher.

 

Jornal DR1- Você está lançando um livro novo? Qual é o nome? Do que ele fala?

VV-O meu novo livro, Dominada Pelas Sombras, vai unir a magia da fantasia com a sensualidade do erotismo. Vai contar a história do Rei das Trevas Darius Blake e da caçadora de vampiros, Luna Hiller. O e-book será lançado no dia 31 de outubro, na Amazon Kindle.

 

Jornal DR1- Quais são os seus planos para o futuro?

VV- Continuar escrevendo e levando mais histórias para os meus leitores que ficam ansiosos esperando o lançamento dos meus livros.

 

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