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Opinião: Nosso regime político não é presidencialista

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Ao completar 1000 dias de governo, Bolsonaro ainda não conseguiu governar plenamente. Além de bombardeado 24h por dia pela oposição e, principalmente, a grande imprensa burguesa, tem contra si o Congresso Nacional que está a serviço de seus interesses próprios coletivamente e individualmente, ou seja, cada deputado e cada senador estão envolvidos nos seus próprios interesses políticos e financeiros, e não com os interesses do povo.

É uma corrupção desenfreada com os políticos pressionando e extorquindo o governo federal. Não muito menos diferente, está o poder judiciário, leia-se STF, TST, STJ, instâncias superiores que consomem trilhões dos cofres públicos para bancar mordomias e regalias. Vejamos:

O orçamento de 2022 para a Justiça do Trabalho (que engloba o TST, os 24 Tribunais Regionais do Trabalho e as 1.572 Varas do Trabalho existentes no país) será de R$ 23,5 bilhões. A estrutura do TST vai consumir cerca de R$ 1.187.834.962, previsão orçamentária para o ano de 2022.

O STF aprovou orçamento para 2021. A proposta orçamentária da Corte totalizou cerca de R$ 712,4 milhões. Em tempo, são apenas 11 ministros.

O STJ aprovou o orçamento para 2021. A proposta orçamentária da Corte totalizou cerca de R$ 2.4 bilhões.

Câmara e Senado. Pelo Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado, do total de R$ 4,324 trilhões do Orçamento, R$ 1,603 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública, restando R$ 1,171 trilhão para a Seguridade Social (aposentadorias, benefícios), R$ 1,405 trilhão para o custeio da máquina pública federal e R$ 144,4 bilhões para investimento (Fonte: Agência Senado).

Portanto, é essa estrutura que governa o País. Isso “justifica” o ódio mortal contra a figura do Presidente da República, que, entre as propostas de governo, está justamente reduzir drasticamente essa estrutura e, consequentemente, a sangria de dinheiro público, e com isso redistribuir a renda para a população carente que soma mais de 50 milhões. Aliás, como não poderia deixar de ser, os setores reacionários da imprensa, dos banqueiros e da oposição estão em campanha contra o “Auxílio Brasil”, que vai beneficiar cerca de 15 milhões de famílias. Isso é, sem sombra de dúvidas, distribuição de renda.

“Liberdade de opinião”

A programação da emissora de TV e Rádio CNN, precisamente no café da manhã, era regada com a opinião de dois comentaristas sobre diversos temas, em particular a apuração promovida pela CPI da Covid.

Entretanto, de “liberdade de opinião” a CNN não entende nada, pois demitiu o principal jornalista e comentarista do programa, Alexandre Garcia. O jornalista fazia parte do quadro Liberdade de Opinião, dentro do jornal Novo Dia, por ter opinião favorável ao tratamento precoce, formado pela união de remédios eficazes para o tratamento da doença, tais como Ivermectina e Cloroquina, que diga-se de passagem, salvaram e estão salvando milhares de vidas, contrariando a opinião dos setores opositores ao governo federal.

A postura da CNN não se difere muito dos fascistas de togas do STF, que rasgaram literalmente nossa Carta Magna. Essa emissora não é digna de se apresentar como uma emissora independente como propagandeiam. A demissão de Alexandre Garcia é um ato ditatorial e antidemocrático por não respeitarem opinião contrária justamente num programa que se apresenta como “liberdade de opinião”.

A postura da CNN, dos demais jornalistas, da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), do Sindicato dos Jornalistas, da Federação Nacional dos Jornalistas e outros setores que se autointitulam “democráticos” em se manterem calados diante da absurda ofensa a liberdade de imprensa e de opinião, é inaceitável, é repudiável.

Ao que parece, além da ditadura da toga, temos agora também a ditadura das empresas de comunicação, apoiada pelas entidades de classes que deveriam se opor ao tamanho ato antidemocrático da CNN.

Externo aqui todo meu apoio e total solidariedade ao jornalista Alexandre Garcia e meu protesto e repúdio a postura fascista da CNN.

Carlos Augusto (Carlão)
Jornalista, sindicalista e advogado

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