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Opinião: O esquizofrênico futebol brasileiro segue em dúvida do que vale: planejamento ou resultados!

Rogério Ceni foi um dos poucos que saiu demitido e sem o "comum acordo" (Foto: Twitter/Flamengo)
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Por Guilherme Abrahão

Bate-se muito na tecla no Brasil que os treinadores não possuem uma continuidade no trabalho e que troca-se muito os comandos técnicos. A CBF até tentou mudar colocando uma regra que cada time só pode ter dois treinadores diferentes no Brasileirão, porém se tiver demissão. O sistema é fácil de burlar e continua criando uma dúvida em qual é o verdadeiro planejamento de qualquer equipe brasileira. Ou melhor, qual é a ideia dos dirigentes no país ao comandarem as equipes. O Grêmio é um caso clássico. O que se espera dos gaúchos é a sequência do trabalho, afinal foram quase cinco anos de Renato Gaúcho no comando até a famosa saída “em comum acordo”. Essa expressão, inclusive, é o nome para burlar o sistema.

Como a CBF só permite duas trocas, o Grêmio já tirou “em comum acordo” Tiago Nunes e Luiz Felipe Scolari. Isso mesmo, a equipe gaúcha vai para seu terceiro treinador só no Brasileiro, porque os técnicos teriam pedido demissão. E mais uma vez é questionado o que se espera dos clubes brasileiros que querem evoluir cada dia mais. Não adiante, o que importa aqui é resultado. Se joga bem, se tem planejamento, se tem padrão ou estrutura, nada disso vem ao caso. O importante é o resultado. E o Grêmio precisou desses acordos para buscar seu terceiro treinador diferente porque está na zona de rebaixamento. Ou seja, ninguém quer saber de seguir o planejado. Muito menos respeitar a CBF que criou tal regra para proteger os treinadores. O importante é resultado,

Hernán Crespo no São Paulo á a nova vítima do comum acordo. Campeão Paulista, resolveu sair – segundo prega a diretoria paulista – após um pífio Brasileiro. Venceu apenas seis dos 25 jogos. Beira a zona do rebaixamento. Além dele, tivemos Cruzeiro, Santos, Sport, Inter…. Todos com “comum acordo”. Essas decisões só mostram a esquizofrenia do futebol brasileiro: o que importa é planejamento ou resultado? Nunca vamos entender.

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