Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

Rio de Janeiro passa a contar com sistema de coleta de lixo eletrônico

Capital fluminense é a 7ª cidade a ofertar serviço para a população (Foto: Thomaz Silva/ABr)
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Da Agência Brasil

Pilhas, baterias, celulares, computadores e eletrodomésticos velhos passam a ter destinação correta no estado do Rio de Janeiro. A população poderá procurar pontos de descarte, e esses equipamentos serão encaminhados para a reciclagem ou dispensados de forma que não ofereçam riscos às pessoas e ao meio ambiente. Na quinta-feira (14), no Dia Internacional do Lixo Eletrônico, foi inaugurada a Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos, localizada em Realengo, na Zona Oeste da cidade do Rio.

A central, que conta com o apoio dos governos federal, estadual e municipal, será gerida pela Associação de Recicladores do Estado do Rio de Janeiro (Arerj). Com a inauguração, o estado passa a contar também com 271 pontos de entrega voluntária (PEV), que a população pode procurar para fazer o descarte de aparelhos eletroeletrônicos. A gestão dos pontos fica a cargo da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree).

A intenção é que seja consolidado o chamado ciclo da logística reversa. Ou seja, após o descarte do lixo eletrônico, os componentes são reciclados e voltam para a indústria para serem transformados em novos aparelhos. O que não é reciclado passa a ser dispensado da forma correta, por centrais especializadas.

“A logística reversa de eletroeletrônicos permite que esses materiais sejam descartados de forma adequada pelo consumidor, de forma a retornar para a cadeia produtiva gerando empregos verdes. Assim , se preserva os recursos naturais e se evita o descarte inadequado que poderia levar a poluição do solo e das águas”, diz o secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), André França.

Com o sistema implementado no Rio de Janeiro, a estimativa é que, no próximo ano, sejam recolhidos e destinados de forma ambientalmente adequada cerca de 200 toneladas de eletroeletrônicos.

A capital fluminense é a sétima cidade brasileira a ofertar esse serviço para a população. De acordo com o MMA, a meta é que, até o fim de novembro, pontos semelhantes estejam instalados em dez capitais. As centrais já estão presentes em Campo Grande, Florianópolis e Vitória, no Distrito Federal, em Maceió e Manaus. Curitiba, Goiânia e Fortaleza serão as próximas capitais a receber o serviço.

Para o presidente executivo da Abree, Sergio de Carvalho Mauricio, a inauguração da central é um importante passo para o país. Mas, ainda é preciso avançar. “Acho que o Brasil está bastante atrasado em relação a outros países, temos uma grande geração de resíduos promovida pelo fim da vida útil desses produtos e, lamentavelmente, muitos desses produtos continuam ainda tendo um descarte ambientalmente inadequado”, diz.

Mauricio acrescenta que, com a instalação da estrutura necessária, é preciso conscientizar a população, para que procurem os pontos de descarte. “Acho que a gente ainda tem uma longa jornada em transformar essas iniciativas em cultura. A hora que isso fizer parte da cultura, do dia a dia, de procurar o descarte correto para todos os produtos, não só eletroeletrônicos, mas outros materiais que são descartados, acho que vamos garantir que estamos deixando uma situação ambiental para as próximas gerações”.

pt Português
X
Open chat