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A moda controversa do gambá de estimação

Fêmea de gambá com filhotes - Foto: Pixabay
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Com as mudanças climáticas e o desmatamento, os bosques e florestas não fornecem mais alimento suficiente para os animais silvestres. Uma das consequências é que micos, esquilos, capivaras e gambás se aproximam das áreas residenciais em busca de comida.

Os gambás ou saruês têm aparecido cada vez mais em quintais e varandas de casas e apartamentos. Apesar da fama de fedorentos e de serem muitas vezes confundidos com ratos, têm conquistado simpatia.

Recentemente, têm aparecido campanhas para que as pessoas não ataquem os gambás, que são muito úteis, já que se alimentam de animais nocivos como escorpiões, pequenas cobras, baratas e aranhas. Com a divulgação de sua importância, muitas pessoas resgatam gambás e acabam criando-os como pets. E isto é muito fácil, porque estes animais, principalmente os filhotes, ficam domesticados e mansos muito rapidamente. O problema é que, depois que se acostumam com os humanos, não conseguem mais sobreviver na natureza.

Nas redes sociais há grupos de admiradores de gambás, onde os membros exibem fotos de seus bichinhos e trocam informações sobre os cuidados com animais resgatados. Mas é importante ressaltar que manter animais silvestres como pets é proibido por lei. Uma pessoa pode se registrar junto aos órgãos de proteção e atuar como voluntário para o resgate e cuidados, mas o objetivo é reintroduzir na natureza todos os animais que tiverem condições de sobrevivência.

Os gambás se reproduzem na primavera e as fêmeas cuidam sozinhas de seus filhotes. Em busca de alimento, se arriscam entrando nas casas e apartamentos e acabam sendo atacadas por cachorros ou por pessoas que não compreendem sua importância.

A gestação dos gambás é muito curta, vai de 12 a 14 dias, e os filhotes nascem cegos, sem pêlos e muito frágeis. Por isso, precisam ficar no marsúpio da fêmea – aquela bolsa na barriga, semelhante à dos cangurus. Depois que crescem um pouco, eles passam a ficar agarrados às costas da mãe.

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