Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

David Portes, The Camelot. A jornada por trás do matador de gigantes.

Foto: Divulgação
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

O período definido como “A década perdida” (1980 a 1989) em alguns países da América Latina, incluindo o Brasil; foi marcado por uma intensa crise econômica, no que tange as taxas de crescimento do PIB, produção industrial, poder de compra mediante ao salário; mas principalmente pela inflação.

Embora o cenário da década ainda não fosse o ideal, devido aos mesmos agravamentos econômicos do início; seria possível alguém sem grandes estudos, ou educação financeira dar início a um grande empreendimento com apenas 12 cruzados??A jornada de David, começa no ano de 1986, quando deixou a cidade de Campos dos Goytacazes, rumo ao Rio de Janeiro e alugou um barraco em uma favela, que não tinha sequer banheiro. As tentações provindas de meios ilícitos na favela pareciam grandes, considerando a vida de grande escassez a qual ele e sua esposa se encontravam. “ Me ofereceram drogas para vender, mas eu havia firmado um compromisso com Deus (Jah) e decidi não fazer isso”. Para piorar, sua mulher que estava
grávida ficou muito doente e precisava de um remédio, o qual não possuíam recursos para comprar. Então, David resolveu pedir 12 cruzados a um amigo; no entanto, mal sabia ele que por de trás daqueles 12 cruzados havia uma mudança de vida que iria muito além da tão sonhada dignidade. Aquele dia que parecia ser só mais um dia
qualquer no “deserto”, foi o início de uma jornada quando num de repente, tudo começou a mudar.

Ao chegar na cidade, David já havia observado o sucesso de vários camelôs com a venda de doces e ao invés de comprar o remédio para sua esposa, ele teve a ideia, a fé, a coragem e a visão, quando arriscou comprar 24 unidades de bananada Mariola. Ele vendeu tudo, dobrou o capital e comprou o remédio para sua esposa. Mas você pensa que ele parou por aí?! E eu lhe respondo; o restante do dinheiro ele empregou como capital de giro, visto que sua real intenção era enfrentar algo muito maior que “o dragão da inflação” enquanto transpunha a “década perdida.” David fez uma promessa de dignidade a sua família. “Em desespero pedi a Deus (Jah) para que ele me tirasse daquele poço, quando escutei em meu coração”: “Siga o seu propósito”. Revelou humildemente o ex Camelô milionário em uma longa e descontraída entrevista cedida.

Contudo e em meio as circunstâncias onde tudo apontava para o declínio e a estagnação financeira, David galgou o milagre da multiplicação, ganhou a década e ainda nos deixou curiosos quanto ao codinome The Camelot, que eu já adianto; nada tem haver com as lendas arturianas, mas isso meu caro leitor, depois eu te conto!

pt Português
X
Open chat