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Dia da Consciência Negra: Marielle Franco e sua luta interrompida sem respostas

Marielle Franco foi morta a tiros no centro do Rio, em 14 de março de 2018. (Foto: Reprodução)
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A luta de Marielle Franco pelos negros do Rio de Janeiro e da sua comunidade foi interrompida de forma trágica e sem respostas. Com apenas 38 anos, em 2018, foi morta a tiros junto de seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro. Ela saia de um encontro com jovens mulheres negras e pobres na Lapa, e virou um dos símbolos da luta do negros por todo o Brasil. Sua morte segue sem explicação até os dias de hoje. A vereadora deixou seu nome gravado.

Marielle trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e construía diversos coletivos e movimentos feministas, negros e de favelas. Socióloga com mestrado em Administração Pública. Foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, com 46.502 votos.

Hoje existe o Instituto Marielle Franco, criado pela sua família com a missão de inspirar, conectar e potencializar milhares de jovens, negras, LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas da sociedade. Marielle se formou pela PUC-Rio, e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação teve como tema: “UPP: a redução da favela a três letras”. Iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré.

 

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