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Dia da Consciência Negra: Nelson Sargento, o baluarte do samba

Foto: Reprodução
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Nelson Sargento, nome artístico do carioca Nelson Mattos, nasceu em 25 de julho de 1924. Talentosíssimo, é compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor. O Sargento, do autor do samba ‘Agoniza mas não morre’ (de 1979), corresponde, na verdade, à mais alta patente que Nelson atingiu quando serviu ao Exército. Não poderia ficar de fora da nossa homenagem no Dia da Consciência Negra.

Viveu durante longos anos nos morros da cidade do Rio de Janeiro. Atualmente vive em Copacabana e é considerado cidadão do mundo, já que sua música é conhecida, pelo menos, nas Américas e no Japão.

O compositor mangueirense possui, aproximadamente, quatrocentas músicas em seu repertório. Mudou-se do Morro do Salgueiro para o Morro da Mangueira aos 12 anos de idade. Para se sustentar, passou a lavar a roupa de várias famílias e as entregava no bairro da Tijuca. Foi lá no morro do Salgueiro que Nelson, então com dez anos de idade, tomou conhecimento do samba, desfilando e tocando tamborim na escola Azul e Branco. Ali haviam ainda outras duas escolas: a Unidos do Salgueiro e a Depois eu Digo. José Casemiro − conhecido como Calça Larga, uma liderança no morro − uniu todas elas, nascendo assim a Acadêmicos do Salgueiro.

Nélson integrou o conjunto A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Kéti, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, José da Cruz e Anescarzinho. Entre seus parceiros de composição musical estão Cartola, Carlos Cachaça, Darcy da Mangueira, João de Aquino, Pedro Amorim, Daniel Gonzaga e Rô Fonseca. Escreveu os livros ‘Prisioneiro do Mundo’ e ‘Um Certo Geraldo Pereira’. Atuou nos filmes ‘O Primeiro Dia’, de Walter Salles e Daniela Thomas, ‘Orfeu’, de Cacá Diegues, e ‘Nélson Sargento da Mangueira’, de Estêvão Pantoja e que lhe valeu a premiação do Kikito, no Festival de Gramado, pela melhor trilha sonora entre os filmes de curta metragem.

Em 2017 teve seu show ‘Nelson Sargento com vida’ eleito, por votação popular, como o melhor show nacional do ano. Em janeiro de 2018 lançou um canal no Youtube. Torcedor ilustre do Vasco da Gama, Nelson participou do megashow comemorativo dos 113 anos do clube, onde apresentou sua música ‘Casaca, Casaca’, exaltando seu amor pelo cruzmaltino carioca.

O baluarte do samba morreu vítima de Covid-19, aos 96 anos, em maio deste ano. Nelson Sargento teve uma anemia e testou positivo para a doença no último dia 21 de maio. Com o diagnóstico, ele foi internado no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro, por orientação médica, já que há 15 anos tratou um câncer de próstata no hospital. Ele já estava vacinado contra a doença: o sambista tomou a primeira dose da CoronaVac em 31 de janeiro e a segunda, no dia 26 de fevereiro.

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