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Opinião: Eles não nos representam…

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Eu elegi diretamente um vereador para ele me representar na Câmara Municipal dos vereadores. Se em sua gestão na vereança ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi diretamente um deputado estadual para me representar na Assembleia Legislativa Estadual. Se em sua gestão na Assembleia ele me decepcionar e me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi diretamente um deputado federal para me representar na Câmara de Deputados Federais. Se em sua gestão na Câmara ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um senador para me representar no Senado Federal. Se em sua gestão no Senado Federal ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um prefeito para me representar na Prefeitura. Se em sua gestão na Prefeitura Municipal, ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um governador para me representar no Governo Estadual. Se em sua gestão no Governo, ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um presidente da república para me representar na Presidência da República. Se em sua gestão na presidência ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

A importância do voto é extremamente significativa pois representa também o Estado Democrático de Direito, pois se os nossos representantes eleitos  diretamente não atuarem eticamente, democraticamente e lealmente, podemos mudar de representação na eleição seguinte, ou até mesmo pedir sua cassação e o seu impedimento.

O chefe do executivo – o Presidente da República, pode fazer decretos, medidas provisórias e Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que deverão ser apreciadas pelo Congresso Nacional – Poder Legislativo, responsável por criar as leis.

Entretanto, os “guardiões da Constituição”, os 11 “Deuses do Olimpo”, vem de forma absolutista e ditatorial, ignorando solenemente a independência entre os poderes, se intrometendo e ditando regras nas prerrogativas dos outros poderes (executivo e legislativo), exemplo mais recente a decisão por maioria que impediu a execução das emendas do relator no orçamento das precatórias em recurso judicial dos partidos de oposição ao governo, bem como por decisão do Ministro Alexandre de Morais, que em decisão monocrática a pedido de alguns deputados do partido, afastou por 6 meses Roberto Jefferson da presidência do PTB, sob o argumento de que “ele poderia utilizar recursos públicos para atacar as instituições democráticas”.

A postura dos ministros do STF nessa intromissão aos outros poderes legitimamente constituídos através do voto direto e secreto, está anarquizando o Estado Democrático de Direito, em particular as liberdades individuais. Essa intromissão caracteriza uma forma de politização da Justiça ao atender as ações dos partidos de oposição ao governo, quando são derrotados na Câmara, apelam constantemente ao tribunais, em particular o STF.

Claro está que a intromissão dos ministros do STF nos demais poderes constituídos, é uma consequência das atitudes covardes dos presidentes da Câmara e do Senado que desonraram os eleitores ao permitiram a interferência dos 11 togados nas decisões do Poder Legislativo.

Não elegemos esses senhores ministros do STF e das demais instâncias do Poder Judiciário. Eles não nos representam. Queremos um País livre, sem a tutela daqueles que não foram eleitos e por esse motivo são ilegítimos.

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