Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

Opinião: Um Congresso Nacional que não representa o povo!

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Definitivamente, o nosso Congresso Nacional (Câmara e Senado), assim como os demais órgãos institucionais como o Poder Judiciário, não nos representa.

Fatos recentes confirmam essa tese. A Câmara dos Deputados e o Senado derrubaram o veto do presidente que impedia triplicar o fundo eleitoral, que financia os partidos políticos e as eleições. O fundo que era de R$ 2 bilhões e passou a ser de R$ 5,7 bilhões.

Inobstante ao fato de que nos obriga a contribuir através da cobrança de impostos para manter essa gigantesca máquina de arrecadação do erário público, somos também obrigados a financiar a eleição de político e partido político que não escolhemos como nosso representante.

A atitude dos deputados e senadores ao derrubarem o veto do presidente da república é uma demonstração de que eles estão mais preocupados com seus próprios interesses individuais visando se perpetuar no poder. Afinal, não saí do bolso deles a manutenção dessa monstruosa máquina de arrecadação. A prova disso é que tem político que está no seu oitavo mandato consecutivo, ou seja, há 40 anos no congresso. Mas tem os mais novos com 10, 20 e 30 anos, mamando nas tetas do erário público.

Se esses políticos submissos à ditadura do STF tivessem o mínimo de respeito ao povo, destinariam essa verba para alimentar mais de 50 milhões de bocas famintas.

Para termos uma ideia do tamanho dessa verba, ela daria pra distribuir 14 milhões e 250 mil cestas básicas no valor de 400 reais. Mas eles não estão nem aí… Ano que teremos eleições. Temos obrigação de darmos uma resposta à violência congressual renovando 100 % nossos representantes. As vítimas dos descasos com a saúde pública.

Como é sabido, é público e notório que a corrupção atinge vários setores públicos, principalmente a saúde. Aliás, os 400 de condenação
do Sérgio Cabral foram por desvio de verbas da saúde.

Eles tiram justamente da saúde que serve ao pobre, pois os ricos não utilizam hospitais públicos e sim particulares. O sucateamento dos hospitais públicos pelos governantes municipais e estaduais corruptos reflete no número de óbitos da pandemia, por falta de atendimento médico e hospitalar.

Mas, além da pandemia causada pela Covid-19 que vem ceifando milhares de vidas em nosso País, em estudos recentes publicados
pelo site do jornal “Poder 360”, os dados de óbitos somente em novembro desse ano não atas restritos a Covid-19. Em primeiro lugar
estão as doenças do coração, que matou 8.865 brasileiros; em segundo o AVC, 7.860 óbitos; demais doenças cardiovasculares, 7.804 óbitos;
doenças não identificadas, 6.227 óbitos; doenças no pulmão, 5.799, óbitos; diabetes, 5.013 óbitos; homicídios, 4.316 óbitos; a Covid, com
4.090 óbitos.

Esses dados são extremamente importantes, para que nossas autoridades intensifiquem também a estrutura hospitalar para conter essa mortandade que também atinge em sua totalidade as pessoas de baixa renda que necessitam do atendimento público.

Pelo fim do cargo vitalício para os ministros do STF.

É, porque não dizer, um escárnio, uma afronta, uma violência frente a 15 milhões de desempregados e 50 milhões vivendo abaixo da linha da miséria o cargo vitalício dos ministros do STF, que vivem em outra dimensão.

São intocáveis diante de um congresso e um senado acovardado permitindo que esses ministros joguem literalmente nossa Constituição
no lixo. Mandam e desmandam de acordo com seus interesses pessoais e políticos, atendendo todos os requerimentos de alguns partidos ditos de esquerda.

Inobstante a atuação política dos ministros, temos que conviver com um cenário devastador causado por decisões políticas libertárias. Segundo o Estadão, na medida em que esses a soma das penas que foram subtraídas de condenados por corrupção alcança 277 anos. Anularam, por exemplo, 26 anos de condenação do Lula, 38 anos do Eduardo Cunha, 14 anos do Sérgio Cabral, entre outros condenados.

Diante dessas barbaridades só há uma alternativa: eleição direta para o cargo de ministro do STF, com mandado de 4 anos.

pt Português
X
Open chat