Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

Opinião: A farra dos políticos e a miserabilidade do povão

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Definitivamente temos um Congresso Nacional com 513 deputados e 81 senadores, que consumirão do erário público a bagatela de 6 bilhões de reais na campanha eleitoral de 2022, que será regada com financiamento público de campanha eleitoral, através do famigerado fundo eleitoral.

Na campanha eleitoral de 2020, foram destinados R$ 2,03 bilhões para o fundo eleitoral e R$ 959 milhões para o fundo partidário. Para 2022, essas verbas praticamente triplicaram a revelia do povo que em nenhum momento foi consultado se concordava ou não de destinar dinheiro público para financiar campanha eleitoral e encher os bolsos de políticos, em sua maioria corruptos, e sem o menor escrúpulo ao mamar nas tetas do Estado.

Os cidadãos servem ao Estado através de pagamento de inúmeros impostos e recebem muito pouco em troca. O Estado destina poucos recursos para educação, saúde, saneamento básico, alimentação e moradia, os principais itens sociais, afinal, o apetite dos políticos é insaciável.

O famigerado Fundo Partidário é destinado anualmente aos partidos políticos para custear as suas despesas de rotina, alçando a cifra de 1.1 bilhão de reais. Somadas as duas fontes, o montante nas mãos das legendas chegará a 6 bilhões de reais em 2022, o que já faz da próxima
eleição a mais cara da história.

Nessa distribuição da mamata, a divisão dos recursos em milhões de reais, está sendo distribuídos entre os 14 partidos a saber: PT (927.2),
MDB (582,7), PP (410.3), PSD (392.5), PSD (390.7), PSDB (371.9), PL (334.7), PSB (317,2), PDT (293.9), Republicanos (291.6), Podemos (224.6), PTB (133.5), Solidariedade (131.4), PSOL (126.4), PROS (111).

Essa verba destinada aos partidos políticos além de ser um acinte, uma aberração, praticamente inviabiliza mudanças na classe política pois retirar a oportunidade de se eleger outros candidatos novos, ou seja, o sistema inviabiliza a renovação, motivo pelo qual esses atuais “mamadores” do erário público não pretendem mudar o sistema eleitoral.

Fato é que os políticos em nosso País se comportam de forma arrogante, excelências pardas, distantes do povão, verdadeiros abutres que se nutrem em detrimento da miséria que envolve cerca de 50 milhões que vivem abaixo da linha da miséria e 15 milhões de desempregados. Sobre essa realidade eles estão anos luz de distância.

A postura desses políticos nos deixa a seguinte proposição: está na hora de mudanças devendo os fundos partidários serem mantidos por
particulares, ou seja, privatizado, com o controle da sociedade organizada e dos órgãos estatais, tais como a Procuradoria Geral
República, Ministério Público Federal e a Polícia Federal, para que não
ocorram corrupção. Está na hora de desatrelar as candidaturas da obrigatoriedade de filiação a um partido político. Essa obrigatoriedade acima de tudo é antidemocrática.

É preciso estancar a sangria do dinheiro público, não só através de
doações privadas e controladas, bem como a redução drástica do quantitativo de políticos, os atuais 513 para 81, igualando o número de senadores, ou seja, 3 por Estado Federativo, e destinar essa verba pública para a saúde, a educação e matar a fome de milhares ao desalento. Isso sim é exemplo de Estado Democrático de Direito.

Fala-se muito em democracia e Estado Democrático de Direito,
mas somente para as classes dominantes (políticos e empresários). As classes do salário mínimo e Auxílio Brasil, não fazem parte dessa democracia. Sem sombra de dúvidas, a fome e a miséria não são democráticos.

pt Português
X
Open chat