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Médicos e engenheiros viabilizam o uso autônomo de robôs em cirurgias

Créditos: Pixabay
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Com apoio da engenharia, o mundo da medicina vem avançando na arte de procedimentos assistidos por robôs, entre outras coisas permitindo que cirurgiões trabalhem de forma mais eficiente e segura.

Agora parece que mais um grande passo foi dado: pesquisadores americanos informam que um robô realizou com sucesso cirurgias complexas, tendo o cirurgião robô produzido resultados “significativamente melhores” do que os usualmente produzidos por médicos.

Os pacientes não eram seres humanos: o Smart Tissue Autônomo Robot (STAR), desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, realizou cirurgias laparoscópicas para conectar duas extremidades do intestino de porcos, tipo de cirurgia que exige um alto nível de precisão. Laparoscopias são pouco invasivas quando comparadas com cirurgias convencionais, o que é melhor para os pacientes; ocorre que, para sua realização, frequentemente não há cirurgiões suficientemente especializados para realizá-las.

Axel Krieger, professor da área de engenharia da Universidade Johns Hopkins, disse que foi a primeira vez que um robô realizou uma cirurgia laparoscópica sem ajuda humana, mostrando que será possível automatizar uma das tarefas mais complexas e delicadas da cirurgia: a reconexão de duas extremidades de um intestino.

Este é um procedimento desafiador em cirurgia gastrointestinal, exigindo que um cirurgião aplique pontos — ou suturas — com alta precisão. Mesmo um leve tremor na mão ou um ponto fora do lugar podem resultar em complicações, até fatais.

Krieger ajudou a desenvolver o robô, um sistema projetado especificamente para suturar tecidos moles. O STAR é o aprimoramento de um modelo de 2016 que reparou o intestino de um porco, mas que exigiu uma grande incisão para acessar o intestino do animal e grande participação de médicos.

O novo robô tem recursos que permitem maior precisão na cirurgia, incluindo ferramentas especializadas de sutura e sistemas de imagem que fornecem visualizações mais precisas do campo cirúrgico.

É difícil para robôs realizarem cirurgias de tecidos moles devido à sua imprevisibilidade, o que exige que o robô seja capaz de se adaptar rapidamente de forma a poder superar esses imprevistos, o que um cirurgião pode fazer e o STAR também parece estar conseguindo fazer.

Krieger resumiu dizendo que o que torna o Star especial é que é o primeiro sistema robótico a planejar, adaptar e executar um plano cirúrgico em tecidos moles com intervenção humana mínima. Segundo ele, a anastomose robótica (unir cirurgicamente duas estruturas) é uma maneira de garantir que cirurgias que exigem alta precisão e repetibilidade possam ser realizadas com mais exatidão e precisão em todos os pacientes, independentemente da habilidade do cirurgião, com resultados mais previsíveis.

São boas notícias que esperamos tornem-se rapidamente rotina.

 

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