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Serviço Geológico do Brasil avalia risco às estruturas do Museu Imperial e Palácio Rio Negro, em Petrópolis

Foto: TV Brasil
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O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), juntamente com o Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM) e a Prefeitura de Petrópolis estão realizando o mapeamento emergencial das áreas de risco, após os deslizamentos registrados na terça-feira, dia 15/02, em Petrópolis (RJ).

Os geólogos iniciaram as atividades no sábado (19). Atendendo pedido da Defesa Civil municipal, já concluíram vistorias para levantamento das zonas instáveis nos bairros Mosella, Moinho Preto, Serra Velha, e na rua Eugênio Barcelos e imediações no Valparaíso. Uma equipe de engenheiros cartógrafos também participa do trabalho, realizando levantamento macro da região com imagens de drones.

O SGB-CPRM também deu início ao mapeamento emergencial de riscos em unidades museológicas. O órgão está atendendo solicitação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, ligado ao Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), que por sua vez recebeu a demanda do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) sobre os riscos às unidades do Museu Imperial e Palácio Rio Negro.
A setorização de risco do Palácio Rio Negro foi concluída na última terça-feira (22). A equipe está trabalhando no Museu Imperial com o objetivo de obter o levantamento topográfico, a avaliação do solo das áreas afetadas, bem como a indicação de procedimentos e soluções para as demandas identificadas. De acordo com o chefe do Departamento de Gestão Territorial, Diogo Silva, a preocupação manifestada pelo Ibram é para um eventual risco de atingimento das estruturas e do patrimônio cultural associado.
O geólogo Thiago Dutra, integrante da força-tarefa pelo SGB-CPRM, explicou que o relevo da região possui favorabilidade a processos de deslizamentos causados pelo excesso de chuva, que neste evento chegou a registrar precipitação de 260 mm em seis horas. “O relevo é muito acidentado e não tem espaço para consolidar a ocupação humana. Além do terreno naturalmente instável pelo processo de erosão, há cortes verticais, descarga de águas servidas, que aumentam o contexto de desestabilização das rochas”, relatou.

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