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Governo vai recorrer a voos comerciais para repatriar brasileiros

Foto: Pixabay
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Dá Agência Brasil

O governo federal não tem planos de enviar um segundo avião para resgatar brasileiros que, após escapar às pressas da Ucrânia, enfrentam dificuldades para regressar ao Brasil por conta própria.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, em caso de necessidade, o governo providenciará os meios para que os brasileiros que conseguirem chegar a países vizinhos com a Ucrânia sejam repatriados em voos comerciais, de companhias aéreas privadas.

“Pelo número que temos registrado na embaixada do Brasil em Kiev [capital ucraniana], ficaria mais econômico nós os retirarmos através de voos comerciais”, disse o ministro ao falar com jornalistas durante a cerimônia de recepção do grupo de 68 pessoas que chegaram hoje (10) a Brasília a bordo de duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), vindas da Polônia – país vizinho à Ucrânia.

Batizada de Operação Repatriação, a operação foi coordenada pelo Itamaraty, com o envolvimento direto dos ministérios da Defesa e da Saúde. França, que viajou à Polônia para acompanhar as tratativas finais da missão de resgate e voltou ao Brasil junto com os 43 brasileiros, 19 ucranianos, cinco argentinos e um colombiano, classificou a operação como um sucesso.

“Procuramos dar bastante apoio a estas pessoas e todas chegaram bem, graças a Deus”, comentou o ministro, enfatizando que, para garantir o bem-estar do grupo, um médico do Sistema Único de Saúde (SUS) integrou a comitiva que acompanhou toda a missão.

Além disso, havia, a bordo da aeronave multimissão KC-390 Millennium, da FAB, um veterinário, responsável pelos cuidados dispensados aos oito cachorros e dois gatos de estimação trazidos pelas pessoas.

A capital federal brasileira foi o destino final de uma viagem de quase 12 horas que, a partir da capital polonesa, contou com rápidas escalas em Lisboa (Portugal), na Ilha do Sal (Cabo Verde) e no Recife (PE), onde a aeronave pousou por volta das 6h30 de hoje, e permaneceu por cerca de três horas.

De Brasília, as pessoas poderão seguir para seus destinos finais com passagens cedidas por companhias aéreas, mas, antes, passarão por procedimentos administrativos e sanitários necessários para entrada no país.

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