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Opinião: A neutralidade do Brasil é estratégica.

Foto: Pixabay
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Setores da grande imprensa têm tomado posição contra a Rússia. O que justifica essa postura? É obvio. Todos estão apoiando o “TIO SAM”.

Muito interessante, para não dizer outra coisa, outrora o Estados Unidos era o vilão execrado pela nossa imprensa e pelos setores mais progressistas da nossa sociedade, leia-se partidos de esquerda, sindicatos, movimento estudantil organizado. UBES – União dos Estudantes Secundaristas e UNE – União Nacional dos estudantes.

Em centenas de manifestações contra o regime opressor dos “anos de chumbo” da ditadura militar, que era apoiada pelo EUA, bandeiras americanas eram queimadas e a palavra de ordem era: “FORA IMPERIALISMO NORTE AMERICANO”.

O que mudou? Mudou o Império Americano? Óbvio que não. O Imperialismo Americano continua o mesmo, ou seja, comandando a ordem mundial. Continuam interferindo politicamente e belicamente em outras Nações soberanas (Síria, Afeganistão, Iraque, Iran, entre outros).

Vamos resgatar alguns fatos históricos: Guerra Fria entre a União Soviética e os Estados Unidos  iniciando 1947 até a dissolução da União Soviética em 1991.

Os Estados Unidos bombardeiam duas cidades japonesas no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, HiroshimaNagasaki, no Japão, com bombas nucleares. 

Os Estados Unidos criaram a aliança militar da OTAN em 1949.  Os soviéticos em 1955 estabeleceram o Pacto de Varsóvia em oposição à OTAN. 

O território soviético, Rússia, era formado pela Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Geórgia, Armênia e Azerbaijão, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão compuseram.

Mikhail Gorbatchev assumiu a presidência do Rússia em 1985, propondo transformações para modernizar o país. A Perestroika e a Glasnost culminaram na fragmentação política do país. 

Com a queda do muro de Berlim, na Alemanha em 1989, paralelamente deu-se início a queda do comunismo soviético em todo mundo, eventos da revolução iniciado na Polônia, Hungria, Tchecoslováquia, Bulgária, Romênia, Eslovênia.

A Ucrânia assinou um pacto, em 2014 de desarmamento.

Todos nós sabemos que a OTAN é um pacto militar comandado pelos Estados Unidos. Também é bom avivar a memória e lembrar que vários países representados na OTAN se arvoraram em dizer que a “Amazônia tem que ser do planeta”, e que não pertence ao Brasil. 

Voltando a guerra, só para lembrar, muito embora o Brasil tenha optado pela neutralidade, o representante do Brasil na ONU  pediu um cessar-fogo. Ponderou que os dois lados devem respeitar o acordo de Minsk. O Brasil optou corretamente de manter a neutralidade. É uma postura estratégica, pois tem negócios com os dois.

Um dos motivos alegados pela Rússia para invadir a Ucrânia seria impedir que esta se tornasse um integrante da OTAN. Desde o fim da União Soviética a Rússia vem afirmando que a OTAN é uma ameaça aos seus interesses e à sua segurança.

 A existência da OTAN após o fim da União Soviética e a Guerra fria, deveria ter sido dissolvida. Entretanto, por interesse dos EUA, ela está sendo mantida servindo a interesses políticos e bélicos.

Para a Rússia, a OTAN é uma ameaça concreta. A postura do governo da Ucrânia em aliar-se a OTAN, interfere diretamente nos interesses e soberania da Rússia, afinal, a Ucrânia está na fronteira.

É sempre bom lembrar que a OTAN é um pacto militar comandado pelos Estados Unidos e determina sanções, principalmente econômicas, embora sejam insuficientes para mudar a postura do governo da Rússia.

Também é de boa lembrança que os setores da esquerda brasileira (PT, PDT, PSOL, Solidariedade, Cidadania, entre outros), precisam sair de cima do muro. Rússia ou Império Estadunidense???  Afinal, a Rússia foi e sempre será o berço da transição do socialismo parta o comunismo.

E os ministros do Supremo? Liberou Geral!

O ministro guerrilheiro do STF Ricardo Lewandowski, liberou ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da última ação que corria contra ele na Justiça. As acusações foram: tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa (compra dos caças suecos), lembrado que  Lewandowski foi nomeado por Lula.

Por qualquer motivo sutil, o Ministro Guerrilheiro aponta suas armas da liberdade, como foi o julgamento da ex-presidente Dilma, que embora condenada, não ficou inelegível.

Do fundo eleitoral e partidário

Os 9 guerrilheiros do STF, decidiram contra o povo mais uma vez,  ao votarem  pela manutenção do fundo eleitoral no valor de R$ 4,9 bilhões para as eleições deste ano, aprovada pelos parlamentares. Votaram a favor da “roubalheira”, os ministros Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Já Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia votaram contra um trecho da LDO, mas a favor do valor do financiamento. Contrários ao valor do fundo eleitoral os ministros André Mendonça e Ricardo Lewandowski.

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