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Zilda Arns: A vida pelas crianças do Brasil e do mundo

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Zilda Arns Neumann nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina, no dia 25 de agosto de 1934. Filha de Gabriel Arns e Helena Steinar Arns, descendentes de alemães, era irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo. Casou-se aos 21 anos com o marceneiro Aloysio Neumann, com quem teve seis filhos. Zilda ficou viúva em 1978.

Enfrentando a resistência paterna, estudou medicina na Universidade Federal do Paraná e especializou-se em pediatria, saúde pública e sanitária. Em 1983, por sugestão de Dom Paulo, Zilda e Dom Geraldo Majella, arcebispo de Salvador, formularam um plano para diminuir a mortalidade infantil com o uso do soro caseiro, estava criada a Pastoral da Criança.

No início era só um grupo de voluntários do Paraná. O trabalho começou na pequena cidade de Florestópolis. Zilda Arns esteve à frente da Pastoral, ao longo de 25 anos.

Além de vinte países da América Latina, Ásia e África. O trabalho foi fundamental para reduzir a mortalidade infantil, levando Zilda Arns a receber a indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2006.

Em outubro de 2009 esteve no Timor Leste, onde a Pastoral auxiliava mais de 6000 crianças. Em janeiro de 2010 saiu de Curitiba e partiu para Miami, onde pegou outro avião que a levou até Porto Príncipe, no Haiti, onde faria uma palestra sobre seu trabalho na Pastoral, para um grupo de religiosos.

No dia o dia 12 de janeiro, quando terminou a palestra permaneceu no prédio paroquial da Igreja Sacré Coeur, respondendo algumas perguntas dos religiosos, foi nesse momento que aconteceu o terremoto que destroçou Porto Príncipe.

O prédio de três andares virou um amontoado de pedras e vigas. Zilda foi atingida na cabeça e morreu na hora, junto com outros religiosos que estavam na sala. O corpo de Zilda Arns foi levado para Curitiba, transportado em carro aberto e aplaudido por uma multidão que se despedia da missionária.

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