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Opinião: O voto: eletrônico ou cédula? ou os dois?

Foto: Divulgação/TSE
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Muito se tem polemizado sobre as eleições programadas para esse ano. A polêmica envolve o voto eletrônico e o voto através da cédula. Os imperadores do STF com o apoio total da imprensa tida como burguesa, tem atacado intensamente todos que defendem o voto através das cédulas.

A hipocrisia é tamanha que se colocam como defensores da democracia  pelo voto eletrônico e qualificando negacionistas e ditadores os que defendem o voto através da cédula. Falsamente levantam uma falsa  tese dos que são a favor do voto pela cédula estariam contra as urnas eletrônicas, o que não é verdade.

Os que defendem a votação com cédula eleitoral querem as duas formas de votação, ou seja, a urna eletrônica e a cédula. Já àqueles que defendem apenas o voto eletrônico, não tem argumento de defesa para negar o voto através da cédula.

Essa eleição será sem sombra se dúvidas bastante tensa e tumultuada no campo da justiça, até  porque quem estará na presidência do TSE será o imperador Alexandre de Moraes, que vem anunciando que vai fazer e acontecer… Esse é mais um dos que defende a urna eletrônica e contrário a cédula. Aliás, esse imperador já mandou prender até deputado federal e jornalistas sob argumentos falsos de “atentado à democracia”. Para esse e os outros imperadores, o veto à cédula de votação seria a garantia da democracia.

Somente a títulos de informações, os países tidos como os mais democráticos do mundo somente utilizam urnas de cédula. Podemos citar: Alemanha, Espanha, Itália, Estados Unidos da América, Reino Unido  e França.

Falando em França, nesse país considerado por muitos o berço da democracia, que está em pleno processo eleitoral com candidatos da esquerda Jean-Luc Mélenchon, social democrata Emmanuel Macron e da direita Marine Le Pen, o voto é através da cédula eleitoral (papel), com muita transparência e não é eletrônico.

Portanto, essa discussão de que a urna eletrônica e democrática e a cédula de papel é um atentado a democracia, é conversa pra “boi lamber” como diz o ditado.

Fato concreto é que antidemocráticos são os noves imperadores do STF que comandam a nossa nação sem serem eleitos para essa função, que é do presidente da república. Esses imperadores agem como verdadeiros usurpadores da democracia, implantando um regime de exceção e de terror intimidando 210 milhões de brasileiros.

A democracia será fortalecida quando houver muita transparência dos atos dos governantes. Se há dúvidas, o voto tem que ser eletrônico e cédula eleitoral.

E  o Congresso continua acovardado diante do STF.

Os nove imperadores do STF continuam no comando da Câmara e do Senado impondo restrição de liberdade dos deputados. No episódio do deputado Daniel Silveira, o imperador Alexandre de Moraes autorizou e exigiu que a Polícia Federal e a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal deveriam cumprir suas determinações no interior da Casa Congressista.

O presidente da Câmara Arthur Lira limitou-se a divulgar uma nota: Câmara é inviolável e que ele, como presidente, é o “guardião da sua inviolabilidade”. Ao invés de combater firmemente a postura do imperador, passou a bola para o plenário do STF:  “que o plenário do STF analisasse a situação do deputado o mais rápido possível, e que a Justiça siga a partir dessa decisão final da nossa Corte Suprema”. É muita covardia.

 

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