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Wanderléa – A ternurinha: uma vida de música e sucesso

Foto: Robert Schwenck/Divulgação
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Descendente de libaneses, Wanderléa Charlup Boere Salim nasceu no dia 5 de junho de 1944, na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais. Passou a infância no Munícipio de Lavras. Quando tinha nove anos de idade sua família resolveu se mudar para o Rio de Janeiro.

Aos dez anos de idade, Wanderléa venceu concursos em rádios. Aos quinze, cantava em boates. Como era menor de idade, pedia autorização ao juizado de menores e aos seus pais para assinarem a documentação que permitia a sua apresentação neste tipo de local. Seu pai, no começo, não aceitava a sua carreira, mas com o tempo entendeu que a jovem tinha grandes talentos musicais.

Em 1962, lançou o primeiro compacto. Já no ano seguinte, lançou o seu primeiro LP ‘Wanderléa’, pela Discos CBS, uma subsidiária da Columbia Records. Foi na gravadora que a cantora conheceu os cantores Erasmo Carlos e Roberto Carlos.

Em agosto de 1965, passou a apresentar, nas tardes de domingo, junto da dupla, o programa Jovem Guarda da TV Record. O programa foi sucesso de audiência na época e lançou diversos artistas no cenário musical. Wanderléa e Celly Campello foram pioneiras no estrelato de mulheres no rock brasileiro.

Ternurinha, apelido pelo qual Wanderléa ficara conhecida, também atuou nas telas de cinema. Ela foi a atriz principal do filme ‘Juventude e Ternura’ de 1968 e contracenou ao lados dos amigos Erasmo e Roberto em ‘Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa’, filme mais visto do ano de 1970.

Com o fim da Jovem Guarda, Wanderléa lançou-se como cantora pop. Continua se apresentando, sempre cantando suas músicas de maior sucesso como: “Pare o Casamento”, “Ternura” e “Prova de Foto” – composição de Erasmo Carlos.

De 1963, quando lançou seu primeiro álbum, até hoje foram 17 discos lançados pela cantora. No entanto, só a partir do anos de 1972 com o disco ‘…Maravilhosa’ que passou a interpretar canções autorais.

A ternurinha chegou a ter um romance com Roberto Carlos, que foi o responsável por seu primeiro beijo. Não aceitou as investidas de Erasmo, mas mesmo assim o trio se mantém amigo até os dias atuais.

Um dos namorados da cantora chegou a brigar com Roberto Carlos por ciúme do amigo e companheiro de shows de Wanderléa. Ela encontrou Egberto Gismonti, com quem namorou e mantém até hoje laços de amizade. Com o músico, migrou para a EMI-Odeon e gravou “Vamos que eu já vou” (1977) e “Mais que a paixão” (1978).

A vida da cantora também é marcada por diversas tragédias. Com apenas 10 anos de idade, Wanderléa perdeu uma de suas irmãs, vítima de bala perdida na cidade do Rio de Janeiro.

Aos 22 anos, a tragédia que acometeu a vida da cantora também atingiu a família de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Wanderléa era namorada José Renato, filho do apresentador, que durante uma viagem à Petrópolis mergulhou na piscina e acabou por se acidentar, ficando tetraplégico. Wanderléa ficou noiva e casou-se com ele, com quem manteve uma relação por sete anos.

Depois de alguns anos, conheceu o musico chileno Lalo. Depois de algum tempo, passaram a viver juntos e aos 35 anos a cantora se tornou mãe. Todavia, Leonardo viveria apenas dois anos, o menino morreu ao cair na piscina da casa recém-comprada pelo casal na Zona Oeste de São Paulo, no dia 1º de fevereiro de 1984.

Wanderléa e Lalo são pais de Yasmim, que nasceu em 1985 e Jadde, que nasceu dois anos depois. Os dois continuam juntos, mas vivem em casas separadas.

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