Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

13 de maio-Aqualtune heroína da Abolição

Foto: Imagem ilustrativa. Marc Ferrez, 1885 (Domínio Público)
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

Nem só de abolicionistas, nem da lavra da Princesa Isabel, com a Lei Áurea, ocorreu a libertação dos escravos no Brasil. O ultimo
país do mundo, a por termo a este regime de atrocidades, e exploração do homem pelo homem.

Muitas e, variadas, foram as formas insurgentes, de rebeliões, intentadas pelos escravizados, contra os suplícios, que lhes eram
impostos por seus “Senhores”. Quer nas trincheiras das senzalas, ou nos campos de batalhas dos Quilombos, as guerras de resistência, foram incansáveis e determinantes, para o fim da escravidão, do período colonial, de nossa história.

Aqualtune, viveu este período, ao ser trazida capturada, após a derrota de seu povo Congolês, pelos colonizadores portugueses.

Vendida como escrava reprodutora, foi levada grávida para uma fazenda em Porto Calvo, Alagoas. Mãe de Ganga Zumba e, avô de Zumbi, filho de sua filha Sabina.

Convertida ao catolicismo, foi marcada a ferro, com uma flor, no seio esquerdo. Com a experiência adquirida na luta, contra os invasores de sua pátria, era tida como grande estrategista, por ter comandado um grupo de cerca de 10 mil homens e mulheres.

Aqui chegando, foi peça fundamental, na resistência contra a escravidão. Tão  logo soube da existência das organizações quilombolas, por negros fugidios, reuniu e articulou uma fuga de companheiros de infortúnio, rumo a Palmares, a época, o maior e mais
organizado dos Quilombos, situado em Pernambuco.

Em Palmares, liderou 11 mocambos, como eram constituídos os quilombos, voltados a organização de fugas, e abrigos aos escravos
rebelados.

Outras mulheres escravizadas, estiveram na luta de libertação, como Acotirene, considerada a matriarca do Quilombo de Palmares.

Adelina, filha de escrava com um “Senhor” de engenho. Era comum o coito, consentido ou não, de “Senhores” com escravas, muita vez para
mantê-las grávidas, como amas de leite dos bebês da corte.

Thereza de Benguela, viveu num quilombo, no século XVIII, em Mato Grosso.

Luiza Mahim, se destacou na Revolta dos Males, ocorrida em Salvador, Bahia em janeiro de 1835.

Anastácia, escrava rebelde, filha da Bantu, Delminda. Tida como possuidora de rara beleza, dotada de belos olhos azuis, foi amordaçada
com uma mascara de ferro, por sua rebeldia. Teria nascido no Rio de Janeiro, em 1740. Seus restos mortais, encontram-se sepultos na Igreja do Rosário e São Benedito/RJ.

Dandara, a mulher guerreira de Zumbi, com quem teve 3 filhos. Conta- se, que atirou-se de um penhasco rumo ao abismo, durante um
ataque, das forças de repressão ao quilombo, para não ser restituída a escravidão.

Mas foi Aqualtune, a mais aguerrida guerreira, que vivenciou as mais ferrenhas eras e fases de perseguições, aos quilombos que
resistiram por anos,  aos ataques dos Capitães do Mato, Feitores, Capatazes e, as brigadas de caça aos escravos fujões, por seus
senhores, detentores do poder das chibatas, dos açoites e, dos pelourinhos.

Aqualtune, que foi sucedida por seu neto,  Zumbi, teria sido morta, num incêndio de emboscada a Palmares.

pt Português
X