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Carioca junta-se a grupo em NYC na criação de criptomoeda solidária

Foto: Divulgação
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Um grupo de amigos resolve se unir para criar uma criptomoeda. Até aí, nenhuma novidade. Mas o nome da bitcoin tem chamado a atenção pela criatividade: Croissant. E um carioca faz parte dessa iniciativa que nasceu nos Estados Unidos, o psicólogo Henrique Maluf, de 29 anos. E o que é mais interessante: a proposta é fazer do projeto financeiro uma iniciativa solidária.

A ideia surgiu de um grupo de amigos de Nova Iorque, nos Estados Unidos, os Nameless Youth Club (NYC). A partir da premissa de que o mundo das criptomoedas deveria servir para além de ganhar dinheiro, os jovens começaram a esboçar o que viria a ser a moeda Croissant.

Maluf explica que quem compra ou vende um “token” recém-lançado paga taxas na compra e na venda, que, em geral, servem para remunerar o time pelo trabalho e a “carteira de marketing”. Com o valor arrecadado, contratam-se influenciadores do mundo cripto, divulgações em outdoors, parcerias com projetos pré-existentes e outras iniciativas do tipo. É aí que entra a diferença da Croissant.

Em vez de uma carteira de marketing, o grupo resolveu criar a “carteira Croissant”. O valor é usado para comprar os quitutes e distribuí-los a instituições de caridade e pessoas em situação de rua, alimentando – literalmente – conversas sobre o mundo cripto.

A proposta é explicar como funciona esse mercado e o investimento em criptomoedas, em ações de rua que são gravadas. O grupo já distribuiu mais de 1.500 croissants em Nova Iorque e no Rio de Janeiro.

No Rio, as ações aconteceram em diversos pontos da cidade, como São Cristóvão, Santa Teresa, Lapa, Leme, Urca e Arpoador. E não foram apenas doações para pessoas em situações de rua, mas também para instituições como o Ambulatório da Providência, em São Cristóvão, e o projeto Semente do Verbo, das freiras carmelitas de Santa Teresa.

“Foram mais de dez horas de ações só no Rio. O mundo cripto é surpreendente, alguns projetos sem fundamento dão certo, enquanto outros com tudo para decolar não saem do chão. Por isso, é muito difícil dizer onde estaremos, no que diz respeito a valor de mercado, no futuro”, explica.

Se o projeto quer expandir as ações no mercado de criptomoedas, da mesma forma deseja ampliar as iniciativas solidárias pelo mundo. A última ocorreu na Etiópia, no continente africano. E os próximos passos já estão no roteiro.

“Fizemos uma ação na Etiópia no dia 25 de abril. As próximas serão na Bélgica, na Alemanha e, novamente, nos Estados Unidos, em Miami. Como não temos carteira de marketing, nossa chance de crescer é continuar mostrando ao mundo o potencial do nosso trabalho através dos vídeos e da transparência com que fazemos tudo”, aposta.

Maluf enfatiza que essas ações ocorrem graças às redes de apoio que existem nos países que recebem as ações. “Não se trata de viagens do nosso grupo bancadas pelo dinheiro obtido no negócio. Não é isso, em hipótese alguma. As ações acontecem entre os membros das comunidades locais, que estão dispostos a ajudar”, detalha.

O nome Croissant é uma brincadeira com o nome da blockchain (ou rede) na qual o projeto está inserido, a Cronos, também chamada de CRO, da empresa crypto.com. A gigante será uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo, e a audiência da rede só cresce. Quem quiser saber mais sobre o projeto, pode acessar @croissantdao no twitter e no tiktok.

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