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Chico Buarque de Holanda: O poeta da MPB

Foto: Reprodução/Facebook
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Francisco Buarque de Holanda nasceu no dia 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. Seu pai, Sérgio, era sociólogo e sua mãe, Maria Amélia Cesário Alvim, pianista. O músico é o quarto de sete irmãos. Quando o artista tinha dois anos, sua família mudou-se para São Paulo. Aos cinco anos, Chico Buarque começou a demonstrar interesse pela música. Em 1953, a sua família mudou-se para a Itália. A casa da família era ponto de encontro de artistas e intelectuais, como o poeta Vinícius de Moraes.

Na pré-adolescência, o músico compôs algumas canções no estilo opereta, que eram encenadas por suas irmãs Maria do Carmo, Ana Maria, Cristina e Miúcha. Na adolescência, Chico gostava de ler clássicos da literatura francesa, alemã e russa.

Quando ainda jovem, ele gostava de música internacional. Tudo mudou quando Chico Buarque ouviu o disco “Chega de Saudade” (1959), de João Gilberto. De acordo com o que ele contou em uma entrevista, “aí deu o estalo de que queria fazer MPB”.

Na época de universitário, ele reunia-se com os colegas para fazer marchinhas e tocar violão. A sua primeira composição foi “Canção dos olhos”, em 1959, quando tinha 15 anos. “Marcha para o sol”, de 1964, foi a primeira música de Buarque a ser gravada. Ela foi interpretada por Maricenne Costa, mas o artista disse que a canção “Tem mais samba”, do mesmo ano, foi o seu marco inicial como compositor e cantor. O primeiro compacto em vinil de Chico foi em 1965 e chama-se “Pedro Pedreiro e o sonho de carnaval”.

Chico Buarque participou de diversos festivais. Em 1966, sua canção “A banda”, interpretada por Nara Leão, ficou em primeiro lugar junto com a música “Disparada”, no II Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record.

Em 1968, ele e Tom Jobim venceram o 3º Festival Internacional da Canção com a música “Sabiá”. No entanto, eles foram vaiados pela plateira, que queria que a canção “Para não dizer que falei de flores”, de Geraldo Vandré, ganhasse.

Chico Buarque é um dos artistas que foram perseguidos durante a Ditadura Militar. Ele chegou a ser retirado da sua casa e levado para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Em 1969, ele participou da “Passeata dos cem mil”, no Rio de Janeiro. O evento contou com milhares de estudantes, artistas e intelectuais que eram contra aquele regime, tais como Caetano Veloso e Gilberto Gil, precursores do Tropicalismo. Ele se auto exilou em Roma, na Itália, onde se manteve até março de 1970, quando resolveu voltar ao Brasil a convite de uma gravadora para produzir um novo disco.

Para conseguir compor suas canções e não ser censurado, em 1974, Chico Buarque criou o pseudônimo Julinho da Adelaide, com o qual compôs as músicas “Milagre brasileiro”, “Acorda amor” e “Jorge maravilha”. Por essas e outras situações, o artista acabou causando revolução por meio das suas canções. Ele é considerado um dos maiores compositores de músicas de protesto brasileiras.

Chico Buarque não dá um conteúdo político às suas canções de forma proposital. Ele abusa mais da criatividade nas suas composições. Uma das características mais marcantes das composições de Chico Buarque são as críticas e denúncias sociais, econômicas e culturais brasileiras. Tem preferência por usar a metáfora. Isso fica claro em canções como “Apesar de você” e “Cálice”, que contêm críticas veladas à ditadura militar no Brasil e que chegaram a ser censuradas.

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