Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. ©2019 Diário do Rio.

Educador carioca é o terceiro colocado do Prêmio Professor Transformador com projeto sobre práticas corporais dos povos indígenas

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on telegram

O educador carioca Marcelo Luiz de Souza, professor de Educação Física da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Santo Inácio, do Rio de Janeiro (RJ), foi o terceiro colocado da segunda edição do Prêmio Professor Transformador, promovido em parceria pelo Instituto Significare, Bett Educar e Base2edu.

A cerimônia de premiação foi realizada na última quarta-feira (11), durante a Bett Brasil 2022, considerada o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que aconteceu de 10 a 13 de maio, em São Paulo (SP). Ao todo, 820 projetos de todo o país concorreram à premiação deste ano.

Com o projeto pedagógico Práticas corporais dos povos indígenas, o professor trabalhou dez das 18 modalidades que compõem os Jogos dos Povos Indígenas, divididas em jogos de demonstração — jikunahati, kagót, ronkrãn, peikrãn, huka-huka e akô — e de integração — corrida com tora, cabo de força (guerra), arremesso de lança e arco e flecha.

Ao longo de 18 aulas, cerca de 270 estudantes da EJA foram estimulados a interpretar e recriar os valores, sentidos e significados atribuídos a essas diferentes práticas, que são elementos constitutivos da identidade cultural dos povos indígenas do país.

“A população indígena brasileira enfrenta uma série de adversidades históricas, como extermínio, discriminação, negação de direitos e invasão de terras. Além de dar visibilidade a diversas culturas, especialmente aos costumes esportivos e lúdicos das etnias, essa iniciativa também trouxe ao debate causas importantes”, explicou o professor Marcelo.

A maioria dos estudantes da EJA, na avaliação do educador, tem necessidades pedagógicas específicas. Para estimular a participação de todos no projeto, os espaços e recursos disponíveis foram adaptados.

“Eles vêm de contextos diversos e trazem no corpo não só as marcas de suas histórias, mas também sonhos e esperanças. Essa heterogeneidade exige que as práticas corporais sejam inclusivas. Todos devem ter direito à aprendizagem, independentemente de suas características. É dever do professor, portanto, desenvolver as potencialidades de cada um dos estudantes”, completou.

As atividades desenvolvidas tiveram como base as competências empatia e colaboração e repertório cultural, que integram a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A interdisciplinaridade também esteve presente durante todo projeto por meio de saberes da Educação Física, das Artes, da Língua Portuguesa, da Geografia e da História.

pt Português
X