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Maurina Pereira Carneiro: A Condessa que se fez jornalista (Parte 8)

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E a Condessa Pereira Carneiro concretizaria em 1965, uma decisão antiga junto á sua diretoria, a de que o prédio da Av. Rio Branco não podendo mais conter a expansão da empresa, iria para o conglomerado que seria levantado no número 500 da Avenida Brasil. Um pouco depois, em 1967, uma nova inovação da Condessa Pereira Carneiro como diretora-presidente do JB: A “Revista de Domingo” seria impressa pela Bloch Editores (do Grupo Manchete) em rotogravura a quatro cores e integraria as edições dominicais do “Jornal do Brasil”, com todas as características de uma grande revista semanal. Em 1968, a Condessa apoiava um desfile de modelos exclusivos para o verão e que seria o ponto alto da inauguração da nova loja Eron (do empresário Eron Alves de Oliveira) da Guanabara, estado onde ela se destacava sempre como uma das grandes personalidades da vida social. No ano seguinte, ela estaria, ao lado de pessoas como o Prefeito Faria Lima, de São Paulo, a empresária Lucy Bloch (do império de comunicações Manchete), dos pintores Di Cavalcanti e Djanira, mais o médico Ivo Pitanguy, como homenageada no grande ‘Baile das Celebridades’ da Festa Nacional da Uva, realizada em Caxias do Sul.

Dos anos chamados de ferro, quando a ditadura imperava onipotente, aconteceu um episódio curioso. O militar Costa e Silva iria tomar posse poucos dias depois na presidência da República e, num jantar em sua homenagem, sentou-se ao lado da Condessa Pereira Carneiro. Matreira, a proprietária de um jornal que era vigiado pelos militares, por convicção ou simpatia, disse ao futuro presidente que ele poderia contar com a “oposição construtiva” do seu jornal. No que Costa e Silva respondeu em alto e bom som: “- Olha aqui, Condessa, do que eu gosto mesmo é elogio, viu?”. E ela se sentiu orgulhosa pois sabia que não houve um governante sequer, desde a Independência do brasil, que não demonstrasse diante da imprensa sentimentos de esperança, primeiro, cautela depois, e, em seguida, impaciência e irritação quando não se viam elogiados.

E sobre a batuta da Condessa Pereira Carneiro, o JB comemorou seus 80 anos em 1971, tendo conseguido o impossível: rejuvenescer a cada ano. O JB havia aparecido pela primeira vez na manhã de 09 de abril de 1891, quando o Brasil ainda se escrevia com z.

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