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Opinião: Uma estrutura cara mantida à custa da miséria do povo.

Brasileiro está consumindo menos na pandemia (Foto: Reprodução)
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Cada vez mais eu me convenço que a máquina estatal é pesada demais. O pior é que não serve ao povo que a mantém. Essa máquina extremamente onerosa consome vultosas cifras dos recursos públicos e nada se reverte para o bem comum, para as necessidades básicas do povo carente de moradias, de saúde pública, de escolas, de emprego e de segurança.

Com base no orçamento da Câmara no ano de 2021, temos um Congresso Nacional composto por 513 deputados federais, onde cada um custa em média R$ 12 milhões por ano, ou seja, os 513 deputados consomem cerca de R$ 6 bilhões por ano.

Temos um Senado Federal onde cada senador consome cerca de 54 milhões por ano, o que totaliza cerca de 4.5 bilhões a quantia consumida anualmente pelos 81 senadores. Mas a gastança não para por aí. 

Para manter os 11 imperadores do Supremo Tribunal Federal, cada imperador custa cerca de 60 milhões ao ano, totalizando cerca de 660 milhões por ano ao contribuinte.

Essa gastança toda, eu repito, não beneficia em nada o povão,  é
consumida em despesa com pessoal, salários, aposentadoria,  benefícios sociais, medidas de segurança, viagens, atividades legislativas e jurisdicionais e as mordomias de cada dia, que nós temos conhecimento e as que são “sigilosas”. As três casas consomem juntas cerca de R$ 11 bilhões por ano.

A farra com o erário público não tem limites.

Totalizando de 11 mil, os assessores dos gabinetes da Câmara dos Deputados consumiram um total de R$ 900 milhões em 2021. O presidente do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, gastou um total de R$ 1,6 milhão com viagens em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2021. Só os 96 deslocamentos de ida e volta para a sua casa, no Rio de Janeiro, quase a totalidade sem agenda oficial, custaram R$ 1,4 milhão aos cofres públicos – quase 90% do total das suas despesas com aeronaves.

Os assessores dos gabinetes dos senadores, os gastos com salários custaram R$ 420 milhões aos cofres públicos em 2021. Em apenas um gabinete, com 83 assessores, R$ 9,25 milhões somente com pagamento de salários. No STF também não é diferente. O Imperador Fux consumiu R$ 1,5 milhão somente em viagens se deslocando de Brasília-Rio-Brasília, em 2021.

Outro desperdício do dinheiro público ocorreu com as reformas faraônicas dos tribunais que somaram cerca de R$ 3 bilhões. Foram as seguintes: A construção da sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília; o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), em Salvador; A construção do edifício-sede do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, em Vitória, com dois prédios de 10 e 18 andares; O prédio mais caro, do TRF1; Complexo Trabalhista do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, em Goiânia; A reforma do edifício-sede e anexos do TRF da 2ª Região, no Rio de Janeiro; A reforma dos Anexos 1 e 2 da Seção Judiciário do Rio de Janeiro;  A reforma do edifício-sede da Seção Judiciária em Maceió; A adaptação do edifício-sede do Fórum Trabalhista de Belo Horizonte consumiu R$ 17 milhões. O edifício-sede da Justiça Federal em Blumenau.

 A gastança não se traduz em benefício ao povo

Embora consuma uma imensa quantia do erário público, o povo fica
refém da covardia dos deputados e senadores que não cumpram suas
missões constitucionais.  Temos a estrutura do Supremo Tribunal
Federal, composta de 11 imperadores que definitivamente rasgaram a Carta
Magna cometendo as maiores barbaridades contra todo cidadão que ousaram a emitir críticas  contra os imperadores. 

Aplicando a ditadura do judiciário, os imperadores vão além do que a
Constituição garante:  nossos juízes imperadores  sabem de tudo e
são eles que definem o que é crime e quem é o criminoso. A suprema
corte se comporta como usurpadora dos poderes passando a exercer
funções que não estão sequer previstas na nossa lei máxima.

O Imperador Dias Toffoli falou: “Nós já temos um semipresidencialismo com um controle de poder moderador, que hoje é exercido pelo Supremo Tribunal Federal”. Com essa postura ditatorial, os imperadores do STF atropelam o Poder Executivo e o próprio Legislativo, abrem inquéritos, julgam, mandam prender, censurar, instauram uma ditadura.

Acovardados o presidente da Câmara, Arthur Lira e do Senado Rodrigo Pacheco, traem os eleitores. Afinal, temos um Congresso que não honra seus eleitores e um poder Judiciário que nada produz em prol do povo.

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