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A escritora e jornalista Claudia Werneck conta sobre sua ONG Escola de Gente

Foto: Divulgação
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Claudia Werneck é jornalista formada pela UFRJ com especialização em Comunicação e Saúde pela FIOCRUZ, é a única escritora brasileira recomendada simultaneamente por UNESCO e UNICEF.

De 2002 a 2020, a Escola de Gente mobilizou diretamente para a prática da inclusão, no presencial e no virtual. Cerca de 1 milhão de pessoas em 19 países das Américas, África, Europa e Oceania e em mais de 200 municípios de 22 estados de todas as regiões do Brasil. A ONG tem mais de 80 premiações nacionais e internacionais. Foi cinco vezes reconhecida na ONU pela inovação de seus projetos de inclusão e acessibilidade, com destaque para as soluções tecnológicas que criou como resposta à COVID-19. Recebeu duas das mais importantes condecorações da presidência da República do Brasil: “Prêmio Direitos Humanos” e “Ordem do Mérito Cultural”.

Jornal DR1: Quando e por que fundou a ONG?

Claudia Werneck: A Escola de Gente nasce como um desdobramento natural de várias ações e investimentos protagonizados por mim e pelo meu marido, Alberto Arguelhes, após o lançamento do meu livro “Muito prazer, eu existo – sobre as pessoas com síndrome de Down”, em 1992. Assim, logo após o lançamento do livro, e com o apoio incondicional do meu marido, mãe, pai, irmão, filho e filha, toda a família – e quero reforçar que sem este apoio eu não teria conseguido caminhar nos meus sonhos e projetos – comecei a viajar pelo Brasil e pelo mundo atendendo a convites, inicialmente para falar sobre o livro e depois sobre o conceito de inclusão.

A Escola de Gente foi criada para formar uma nova geração de adolescentes e jovens mais apta a contribuir para a criação de uma sociedade inclusiva, conceito proposto pela ONU em 1991.

Jornal DR1: Para que existe a Escola de Gente?

Claudia Werneck: Para transformar políticas públicas em políticas públicas inclusivas, que são aquelas que garantem direitos humanos e fundamentais também a quem nasce com deficiência e vive na pobreza, desde a infância. A partir do Brasil, a Escola de Gente circula pelo mundo e por todas as regiões do Brasil disseminando suas ideias e metodologias inovadoras e acessíveis. A juventude é nosso principal agente de transformação. A infância, nosso principal público beneficiário. A comunicação inclusiva, nossa estratégia. Os direitos humanos, nosso território.

Jornal DR1: Qual é a importância da ONG para os beneficiados?

Claudia Werneck:  A Escola de Gente é um centro de referência na criação e execução de metodologias premiadas, avaliadas e disseminadas pelo Brasil e mundo. Sensibiliza e forma com projetos e metodologias inclusivas próprias. Alguns exemplos de projetos: JUVA é a formação de jovens com e sem deficiência como Agentes de Promoção da Acessibilidade nas favelas e comunidades.

Leitura acessível – Em 2015, a Escola de Gente criou uma instalação lúdica, com 9 estações que apresentavam trechos do livro em um formato acessível diferente. Cerca de 3.000 pessoas foram sensibilizadas pelo projeto e receberam o livro “Sonhos do Dia”, participando da instalação ou das 26 Oficinas de Leitura Acessível para 300 educadores/as.

Teatro acessível – É um projeto realizado pelo grupo Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, um projeto de arte e transformação social da Escola de Gente, que foi idealizado no ano de 2003 pela atriz Tatá Werneck. O teatro acessível deu origem à campanha “Teatro Acessível. Arte, Prazer e Direitos” com o objetivo de garantir mais autonomia e participação de pessoas com deficiência na vida cultural de suas comunidades. As Oficinas de Teatro Acessível e os espetáculos de teatro acessível já percorreram todo o Brasil com peças gratuitas e acessíveis para crianças e pessoas adultas. Mais de 300 mil pessoas já foram sensibilizadas diretamente pelo projeto.

Jornal DR1: Qual o sentimento ao saber que faz a diferença na vida das pessoas?

Claudia Werneck:  São muitos sentimentos, que se complementam. Acompanhar e trabalhar com a atual equipe da escola de Gente é sempre edificante e me entusiasma, porque os retornos são diários; assim como receber relatos de pessoas que formamos lá em 2002, 2003, e que comentam o quanto foi pioneiro aprender sobre inclusão já naquela época; acompanhar as teses de mestrado e doutorado em inclusão em diversos países do mundo apresentadas e defendidas por jovens que foram formados e formadas em nossos projetos.

Jornal DR1: Como as pessoas podem ajudar a ONG?

Claudia Werneck: A Escola de Gente trabalha todo dia para que pessoas com deficiência vivam com direitos, autonomia e independência. Para que isso aconteça, é preciso contarmos com o apoio de todas as pessoas, físicas e jurídicas, por meio de doações, parcerias e aquisição de nossos serviços e tecnologias. Conta bancária Escola de Gente – Comunicação em Inclusão CNPJ: 04.999.034/0001-92 Banco: Banco do Brasil – 001 Agência: 1253-X Conta Corrente: 13.365-5. Ou através do PIX: 04.999.034/0001-92. Como também, através do site da Escola de Gente (https://www.escoladegente.org.br/faca-sua-doacao).

 

 

 

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