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“Além da aprovação, percebi o quanto superei meus próprios limites, e desenvolvi muito o autoconhecimento”

Foto: Arquivo Pessoal
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Aos nove anos, Maria Eduarda Formoso iniciou a carreira na dança e no teatro. Estudou na melhor escola de ballet do Brasil, a escola do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Maria Eduarda Formoso participou de dezenas de espetáculos, assim como atuou em filmes.

A arte e a comunicação foram os fatores principais para que transformasse a sua realidade e a da sua família. Sendo assim, Maria Eduarda tem um grande sonho: realizar a democratização do acesso a arte no Brasil, a partir da comunicação e da criação de um ecossistema de oportunidades artísticas.

Assim que finalizou o Ensino Médio, a jovem recebeu uma bolsa de 85% na Universidade de Ithaca College, em New York. Mas, ela e sua família não podem arcar com os custos restantes, por isso a jovem está realizando um financiamento coletivo para arrecadar o valor.

Jornal DR1: Como ingressou na escola do Teatro Municipal do Rio de Janeiro?

Maria Eduarda Formoso: Ingressei após alguns meses fazendo aulas de ballet, a partir de uma prova prática. Foi uma experiência muito desafiadora para mim, na época com 10anos. Porém, é muito recompensador estar em um ambiente de excelência e ver o resultado de todo o esforço valendo a pena durante cada espetáculo no palco mais prestigiado do Brasil.

 Jornal DR1: Quais espetáculos e filmes você já realizou?
Maria Eduarda Formoso:
Já participei de espetáculos de ballet, peças teatrais, musicais, filmes, séries e webséries. Os trabalhos mais relevantes foram, o Espetáculo do Pequeno Príncipe no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em que dancei ballet e atuei. Assim como, atuei em um filme que gravei para a Câmara dos Vereadores no Rio de Janeiro. Além disso, participei por cinco anos de um projeto escolar de teatro e literatura, chamado Fazendo Arte.  Meu primeiro trabalho foi a um musical que se chama “Banana Split” em que me apresentei no Teatro Municipal de Cabo Frio, foi um mix de emoções porque fomos convidados para abrir um dos maiores festivais de teatro do Brasil.

Jornal DR1: Como foi o processo para a aprovação na Ithaca College?
Maria Eduarda Formoso:
Foi um processo difícil e cansativo, precisei fazer provas diferentes das que eu estava acostumada aqui no Brasil, como enviar notas de todo meu ensino médio,  enviar cartas de recomendação de professores, portfólio artístico, materiais sobre o meu colégio, além de escrever muitas redações sobre mim. Além da aprovação, percebi o quanto você superei meus próprios limites, e desenvolvi muito o autoconhecimento. Foi recompensador!

 

Jornal DR1: Qual curso você irá fazer na Universidade de Ithaca College?
Maria Eduarda Formoso:
O meu curso principal será jornalismo porque vi o quanto durante a minha vida fui aprendendo a me comunicar através da arte. Além disso, na universidade americana consigo estudar disciplinas extras, desse modo, também pretendo estudar cinema e teatro que irão continuar abrindo uma nova gama de possibilidades para minha formação.

 Jornal DR1: Por que está realizando a Vakinha?

Maria Eduarda Formoso: Estou realizando a Vakinha para conseguir estudar nessa super prestigiada universidade. E após me graduar, serei apta a realizar um dos meus maiores sonhos que é revolucionar o acesso a arte no Brasil através da comunicação. Mas, para conseguir ir eu preciso conseguir pagar o valor que a minha bolsa não cobre (15% da anuidade+custos de moradia e alimentação no campus). Para me ajudar, basta acessar o link (https://benfeitoria.com/projeto/duda-graduando-em-nova-york-wcv).

Jornal DR1: Qual é a importância da arte na sua vida?
Maria Eduarda Formoso: A arte me trouxe grandes oportunidades, tive a oportunidade de performar em diferentes lugares e para diferentes públicos. Como também, conheci muitas pessoas. A arte me desafiava a cada dia ser uma pessoa melhor, a sempre ultrapassar meus limites e, sobretudo, a arte me ensinou e me possibilitou sonhar. E vendo o quanto a arte foi um fator de transformação na minha vida, um dos meus maiores sonhos é poder criar um grande ecossistema de oportunidades artísticas aqui no Brasil. A ação seria a partir da comunicação, para que outras pessoas também vivenciem e tenham as mesmas oportunidades que eu tive.

 

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