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Turismo espacial e os danos à camada de ozônio

Foto: Nasa
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A dependência mundial da tecnologia de satélites para GPS, vigilância, internet, militarização e muito mais, além do turismo espacial, que vem ganhando força nos últimos anos, vem impulsionando a indústria espacial no mundo.

Mas para que toda esta tecnologia alcance a atmosfera, é preciso que um foguete os transporte. E este foguete para ser impulsionado precisará de outro foguete auxiliar, que servirá para impulsionar o foguete principal. Para a propulsão, se faz necessário combustível. Uma vez que o foguete atinge uma determinada altura, o motor auxiliar se solta do principal. Assim, enfrentamos dois problemas: O primeiro, que são os restos dos foguetes ou até mesmo satélites desativados, portanto, lixos espaciais e o segundo, este o maior problema da atualidade mas sem repercussão na mídia, que são as fuligens oriundas da queima do combustível que ficam na atmosfera.

Afinal, qual o impacto no clima do Planeta das emissões de poluentes atmosféricos?

Pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, descobriram que as partículas de carbono preto emitidas pelos foguetes são 500 vezes mais eficientes em reter o calor na atmosfera do que qualquer outra fuligem resultante da queima de combustível fóssil ou seja, causam um efeito muito maior no clima mesmo tendo um número de lançamentos de foguetes inferior à quantidade de aeronaves voando ao redor do mundo.

E toda esta poluição atmosférica vai impactar negativamente a Camada de Ozônio, ameaçando o progresso da recuperação do próprio ozônio. O Protocolo de Montreal assinado em 1987, proibindo qualquer substância que destruísse a camada de Ozônio é considerado uma das Políticas Internacionais Protetivas ao Meio-Ambiente mais bem sucedidos da história. Mas infelizmente este tratado não regulamenta o setor espacial. A ameaça do “buraco” na camada de ozônio, que parecia distante, volta a assombrar a vida em nosso planeta.

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