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Jô Soares falece aos 84 anos

Foto: Divulgação
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José Eugênio Soares, o Jô Soares, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938, filho único do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Pereira Leal.

Aos 12 anos de idade foi morar fora do país, além do português, aprendeu com fluência, inglês, francês, italiano e espanhol, além de ter bons conhecimentos de alemão e passou a nutrir o sonho de ser diplomata. Estudou no Colégio São Bento no Rio de Janeiro e no Lycée Jaccard em Lausana na Suíça. Mas o humor afiado e apurado e a criatividade o levaram para outra direção.

Humorista, jornalista, escritor, ator e uma pessoa extremamente elogiada pelos amigos próximos e por companheiros de trabalho. Também foi um apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro e na também extinta Antena 1 Rio de Janeiro.

Estreou na televisão em 1956 no elenco da Praça da Alegria, na Record TV. Na mesma emissora escreveu a única novela da carreira Ceará contra 007 em 1965. Dois anos depois ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega roteirizou “Família Trapo”. No ano de 1971 participou de “Faça Humor, Não Faça Guera”, seu primeiro humorístico na TV Globo. Na mesma emissora participou de “Satiricom” (1973), que satirizada “Satyricon” de Federico Fellini; “Planeta dos Homens” (1976) e “Viva o Gordo” (1981).

Participou do programa “Chico Anysio Show” em 1982 e do musical infantil “Plunct, Plact, Zuuum”, em 1983. Finalizou a primeira participação na emissora carioca em 1987, com comentários no Jornal da Globo.

Em 1988 fez sua estreia no SBT com “Veja o Gordo”, com o mesmo estilo de Viva o Gordo, sucesso global 12 anos antes. No mesmo ano estreava o Jô Soares Onze e Meia, talk show que comandou durante os 11 anos em que esteve no canal paulista.

Retornou a Globo em 2000 para apresentar o Programa do Jô, que ficou no ar por 16 anos. Em 2018 fez seu último programa televisivo no programa Debate Final, no Fox Sportes, durante a Copa do Mundo disputada na Rússia.

Em 1959 se casou com a atriz Therezinha Millet Austregésilo, a união durou 20 anos e teve como fruto o único filho de Jô, Rafael Soares que nasceu em 1964. Rafael que tinha transtornos do espectro autista (TEA) e morreu em 2014. Foi casado entre 1980 e 1983 com a atriz Sílvia Bandeira, namorou as atrizes Claudia Raia (1984) e Mika Lins (1986), em 1987, casou-se com Flávia Junqueira Pedras, de quem se separou, em 1998.

Jô também passeou pelo mundo da literatura com as seguintes obras: Os dilemas do Fantasma e do Capitão América (1972) — capítulo no livro Shazam!, de Álvaro de Moya; O Astronauta Sem Regime (1983); Humor Nos Tempos do Collor (1992); A Copa Que Ninguém Viu e a Que Não Queremos Lembrar (1994); O Xangô de Baker Street (1995), que virou filme em 2001;O Homem que Matou Getúlio Vargas (1998); Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (2005); As Esganadas (2011); O Livro De Jô – Uma Autobiografia Desautorizada – Vol. 1 (2017); O Livro De Jô – Uma Autobiografia Desautorizada – Vol. 2 (2018).

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