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Month: 16/03/2026

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Eduardo Paes critica segurança pública do estado ao comentar a situação da violência no Rio de Janeiro neste domingo (15), durante o início do patrulhamento da Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal. A declaração foi feita no Centro de Operações da Prefeitura (COR), onde o prefeito também abordou a investigação envolvendo um vereador da cidade. Durante o evento, o prefeito afirmou que o problema da violência no estado exige planejamento e gestão pública. Segundo ele, soluções baseadas apenas em discursos ou demonstrações de força não são suficientes para enfrentar a criminalidade. “O Rio de Janeiro já viu de tudo. Governante que ia acabar com a violência em três meses, o que ia dar ‘tiro na cabecinha’, governantes ou secretários governantes metidos a valentões. Só no governo Cláudio Castro, são quatro secretários ligados à área de segurança pública presos por ligações com o crime”, disse o prefeito. Em seguida, Paes reforçou que a segurança pública precisa ser tratada com responsabilidade administrativa. “Nós estamos aqui fazendo algo sério. Segurança pública não se faz com cara feia e nem discurso valentão. Se faz com administração pública, planejamento, gestão. Assim que vai se transformar a segurança pública no estado do Rio”, afirmou. O prefeito também criticou o impacto político de escândalos envolvendo a área de segurança. “Não dá para o policial arrisque sua vida diariamente quando todo dia vê no noticiário o governador envolvido em escândalo. Quando ele vê, principalmente, o governador ser leniente, conivente, quando seus secretários são presos”, declarou. Paes ainda comentou a prisão do vereador Salvino Oliveira, ocorrida durante uma operação da Polícia Civil contra integrantes do Comando Vermelho. O parlamentar foi detido na quarta-feira (11) e posteriormente liberado por decisão da Justiça. “Nós não vamos aceitar uso político das forças policiais. Todo mundo viu o que aconteceu. Se algum agente público, político, envolvido comigo, tiver alguma ligação com o crime, não vou me omitir igual faz o Governo do Estado. Eu desafiei o governador do estado a falar dos quatro secretários presos dele desde quarta, não ouvimos uma palavra ainda. Não há nada contra o secretário Salvino. Se houver, ele deixa de contar com a minha solidariedade”, afirmou o prefeito. Salvino Oliveira deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, na tarde de sexta-feira (13). A soltura ocorreu após decisão do desembargador Marcus Henrique Basílio, que revogou a prisão temporária decretada durante a operação. Na decisão, o magistrado avaliou que os elementos apresentados até o momento não seriam suficientes para manter o parlamentar preso. Mesmo em liberdade, o vereador terá que cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre as determinações, está a proibição de deixar o estado por mais de 15 dias sem autorização judicial, além de não manter contato com outros investigados no caso.…

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Acervo da ditadura na Lapa voltou ao centro das discussões após o Ministério Público Federal (MPF) solicitar à Justiça Federal a conclusão do processo que trata da preservação dos documentos guardados no antigo prédio do Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio de Janeiro. A nova manifestação apresentada pelo MPF contesta posicionamentos da União e do governo do estado e reforça a necessidade de medidas imediatas para proteger registros históricos da Polícia Civil, além de documentos relacionados a violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar. O documento foi assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Julio Araujo. Segundo ele, o impasse entre União e estado mantém o prédio em um “limbo administrativo”, situação que dificulta a adoção de ações efetivas para preservar o material. Apesar de o imóvel pertencer oficialmente à União, o edifício continua sob gestão do governo estadual. Essa indefinição, de acordo com o MPF, faz com que nenhuma das partes assuma integralmente a responsabilidade pela conservação do patrimônio documental. Entre os materiais guardados no local estão cerca de 2,9 mil metros lineares de documentos e aproximadamente 440 mil itens iconográficos, como fotografias e microfilmes produzidos entre as décadas de 1930 e 1960. Esses registros são considerados fundamentais para investigações relacionadas a desaparecimentos políticos e outros casos de violações de direitos humanos ocorridos durante o regime militar. “A proteção desse acervo não é apenas uma questão administrativa ou patrimonial. São documentos fundamentais para a memória coletiva e para o cumprimento das obrigações internacionais do Brasil junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos”, afirmou Julio Araujo. O Ministério Público Federal também destacou que inspeções técnicas realizadas no prédio identificaram diversos problemas estruturais. Entre as irregularidades encontradas estão infiltrações, janelas quebradas, sujeira, umidade e até a presença de invasores no imóvel. Segundo o órgão, essas condições aumentam o risco de deterioração dos documentos históricos armazenados no local. A ação civil pública foi apresentada em setembro de 2025. Desde então, a Justiça determinou algumas medidas emergenciais, como o reforço da vigilância do prédio e a remoção parcial de parte do acervo. Mesmo com essas determinações, o processo ainda não foi concluído, o que mantém a situação indefinida. Agora, o MPF pede que a Justiça reconheça formalmente a propriedade federal do prédio e determine que a União finalize o processo de reversão do imóvel. O órgão também solicitou a realização de uma nova audiência de conciliação entre União, governo do estado e demais envolvidos.…

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Lavagem de dinheiro no Grajaú levou à prisão de três homens na tarde deste sábado (14), após uma ação de agentes do programa Segurança Presente em uma agência bancária localizada na Rua Barão de Mesquita, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com os agentes, a equipe foi acionada depois que surgiram informações sobre movimentações consideradas suspeitas em caixas eletrônicos da agência. A denúncia indicava que havia pessoas realizando operações repetidas nos terminais. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram três homens utilizando os caixas eletrônicos ao mesmo tempo. A abordagem aconteceu logo depois que os suspeitos deixaram o interior da agência. Durante a revista, os agentes encontraram uma grande quantidade de dinheiro em espécie com os homens. Além disso, foram apreendidos cartões bancários pertencentes a terceiros e comprovantes de depósitos. As buscas continuaram em um veículo ligado a um dos suspeitos. Dentro do carro, os policiais localizaram outra bolsa contendo dinheiro, aumentando ainda mais o valor apreendido na ação. No total, os agentes recolheram R$ 124.700 em espécie, quatro cartões bancários, cinco comprovantes de depósitos e dois telefones celulares. Após a prisão, os três homens foram encaminhados para a 20ª DP (Vila Isabel), onde o caso foi registrado. Eles permaneceram presos e devem responder pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação deve seguir para apurar a origem do dinheiro e identificar possíveis vítimas ou outros envolvidos no esquema. Enquanto isso, o caso reforça o alerta das autoridades sobre movimentações suspeitas em agências bancárias da cidade.