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Ética e Cidadania: Brasil: potência ambiental e modelo de crescimento verde

Foto:  Divulgação TV Brasil

Com a floresta amazônica como coração e pulmão do mundo e tendo o Brasil como sua maior parte (60% está em território brasileiro), podemos dizer que o Brasil está à frente da grande responsabilidade de cuidar e preservar sua integridade. Mas, antes de pleitear qualquer posicionamento de sua imagem como potência ambiental internacional, faz-se necessário que o Brasil enfrente os desafios para solucionar o aquecimento global. Entre tais desafios estão o financiamento climático, o desenvolvimento social, a justiça climática e o envolvimento social, além da inovação tecnológica para o florescimento e do investimento em indústrias de baixo carbono. Tudo isso será tema das discussões programadas para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em Belém, Pará, de 10 a 21 de novembro de 2025.

Ser líder ambiental e modelo de energia limpa não é trivial. Além da necessidade de captação de recursos para o financiamento de investimentos em tecnologias limpas e sustentáveis, há o quesito de regulação e governança para que políticas públicas e instituições se coordenem e abram caminho para regular tais tecnologias. Há também questões sociais e econômicas, pois os setores tradicionais de energia serão necessariamente afetados, o que exige uma transição cuidadosa, com políticas de requalificação da mão de obra existente. O novo cenário exigirá, como resultado, uma nova percepção pública em relação à educação e à mudança de comportamento, para que a população entenda os benefícios da energia limpa. A adaptação às mudanças exigirá, portanto, uma infraestrutura condizente não apenas com a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também com políticas públicas e com o redirecionamento da prioridade de investimentos para o favorecimento de tecnologias limpas, junto a uma comunidade mais participativa e consciente da mudança.

Portanto, não basta que o Brasil erga o estandarte de ‘pátria da Amazônia’. Sua quota de responsabilidade corresponde, na proporção direta, a 60% da floresta amazônica presente em seu território. Se de fato carregamos o coração e o pulmão do mundo, precisamos assumir o desafio com coragem, determinação e inteligência prática para promover as mudanças necessárias. Seguindo um pouco do ufanismo de Gonçalves Dias, diria que nossas terras têm florestas onde pulsa e respira todo o planeta.  Isso constitui um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade para nossa nação. Tendo isso em vista, esperamos que a COP 30 seja plena de discussões profícuas tanto quanto de soluções.

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