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Trump anuncia envolvimento direto dos EUA no petróleo da Venezuela e redesenha cenário energético regional

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo americano passará a se envolver fortemente na indústria petrolífera da Venezuela, indicando uma mudança profunda na estratégia de Washington em relação ao país sul-americano. A declaração, feita neste sábado (3), ocorre em meio à escalada de tensões políticas e militares e amplia o impacto geopolítico da crise venezuelana para o setor energético global.

Segundo Trump, os Estados Unidos garantiram que terão participação direta no petróleo venezuelano, que abriga uma das maiores reservas comprovadas do mundo. Embora o presidente não tenha detalhado de que forma esse envolvimento ocorrerá — se por meio de empresas americanas, acordos de gestão, controle de ativos ou reestruturação da estatal PDVSA —, a sinalização foi interpretada como um passo além das tradicionais sanções econômicas impostas ao país nos últimos anos.

A fala de Trump sugere que o petróleo passa a ocupar papel central na estratégia americana para a Venezuela, tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico. Especialistas avaliam que o controle ou a influência sobre a produção venezuelana poderia reduzir a dependência de outros fornecedores, reposicionar os EUA no mercado internacional de energia e enfraquecer a presença de potências rivais, como Rússia, China e Irã, historicamente ligadas ao setor petrolífero venezuelano.

Internamente, a indústria de petróleo da Venezuela enfrenta anos de colapso produtivo, falta de investimentos e sanções internacionais, o que reduziu drasticamente a capacidade de extração e exportação do país. Um eventual envolvimento direto dos Estados Unidos poderia significar uma reconfiguração completa do setor, mas também levanta questionamentos sobre soberania, legalidade internacional e o destino das receitas do petróleo venezuelano.

Até o momento, o governo da Venezuela não se pronunciou oficialmente sobre a declaração de Trump. O anúncio também gerou reações cautelosas na comunidade internacional, que observa com preocupação a possibilidade de que interesses energéticos aprofundem o conflito político e militar em curso.

A promessa de envolvimento americano no petróleo venezuelano indica que a crise ultrapassa o campo diplomático e assume contornos estratégicos globais, com potencial para impactar mercados de energia, alianças internacionais e o equilíbrio de poder na América Latina.

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