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Haddad diz que liquidação do banco Master pode envolver a maior fraude bancária do país

Jéssica Bernardo/Metrópoles
Jéssica Bernardo/Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central (BC) no processo de liquidação do banco Master, afirmando que o caso pode se configurar como a maior fraude bancária já registrada no Brasil. Segundo o ministro, a decisão do BC foi necessária diante da gravidade das irregularidades identificadas e está sendo acompanhada de perto pelo governo federal.

Haddad afirmou que mantém conversas quase diárias com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, responsável por determinar a liquidação da instituição financeira. De acordo com o ministro, a Fazenda tem dado total respaldo institucional às medidas adotadas pela autoridade monetária, reforçando a importância de uma atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.

A liquidação do banco Master ocorreu após investigadores identificarem operações suspeitas envolvendo a venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília (BRB), em um montante estimado em R$ 12,2 bilhões. As transações levantaram indícios de fraude, o que levou à intensificação das apurações e à decisão pela intervenção do Banco Central.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária do país”, declarou Haddad a jornalistas. Ele destacou que, além do banco Master, as investigações também analisam possíveis conexões com outros episódios, como o caso Reag, que envolve fundos relacionados à operação conhecida como “Carbono Oculto”. Segundo o ministro, há indícios de ligação entre os dois casos, que ainda estão sendo apurados pelas autoridades competentes.

Apesar da firmeza adotada pelo governo, Haddad ressaltou que o processo seguirá todas as formalidades legais. “Temos que tomar todas as cautelas devidas, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo bastante firmes em relação àquilo que precisa ser defendido pelo interesse público”, afirmou.

O ministro reforçou que a prioridade do governo é preservar a estabilidade do sistema financeiro, proteger os recursos públicos e assegurar que eventuais responsáveis por irregularidades sejam devidamente responsabilizados, sempre dentro do devido processo legal.