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Leilão do terreno aonda acontece a feira de São Cristovão foi marcado, e feira agora tem futuro incerto

Foto: Henrique Lima/TV

O terreno do Centro de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, será levado a leilão no dia 25 de fevereiro de 2026. O motivo é um processo de execução fiscal movido pela União contra a Riotur, responsável pelo espaço. O lance mínimo é de pouco menos de R$ 25 milhões.

Os lojistas estão apreensivos, sem saber qual será o futuro da feira, que é um patrimônio cultural e imaterial da cidade do Rio de Janeiro. O edital do leilão, sugerido pela própria Riotur, não menciona a permanência ou a retirada do Centro de Tradições Nordestinas do local.

“Levamos um susto. Desde então, não temos dormido. A gente tem pensado no que vai fazer. Espero que a prefeitura tome uma posição e resolva essa situação para não tirar a nossa casa”, disse o diretor do Centro de Tradições Nordestinas, Magno Pereira.

A comissão que administra o espaço entrou com embargo na Justiça para impedir o leilão, e Magno faz um apelo:

“A gente não tem para onde ir. Onde seria a Feira de São Cristóvão? Se não for em São Cristóvão, perde o brilho, perde a essência.”

O espaço está penhorado para pagamento de dívidas, principalmente fiscais e trabalhistas. Em 2012, a Riotur deixou de conceder o período mínimo de 11 horas consecutivas de descanso entre diferentes jornadas de trabalho.

Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que está trabalhando para impedir o leilão e que não vai medir esforços para a manutenção do Pavilhão de São Cristóvão como um imóvel público.

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