[16:23, 28/01/2026] Analu Freire: Governador de Goiás afirma que decisão de deixar o União Brasil foi motivada pela eleição de 2026 e diz que partido terá um nome na disputa ao Planalto
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou que o PSD terá candidatura própria à Presidência da República na eleição de 2026. Cotado como um dos possíveis pré-candidatos do partido, Caiado detalhou que sua recente saída do União Brasil e filiação ao PSD, presidido por Gilberto Kassab, foi motivada diretamente pelo cenário da sucessão presidencial, mesmo em pleno ano eleitoral.
Com a movimentação, Caiado passa a integrar um grupo de três governadores apontados como presidenciáveis dentro do PSD: ele próprio, Eduardo Leite (PSD-RS) e Ratinho Júnior (PSD-PR). O novo desenho político embaralha o tabuleiro eleitoral de 2026 e interfere nas articulações dos palanques estaduais, especialmente em regiões estratégicas do país.
Disputa interna e definição de cabeça de chapa
Segundo Caiado, o partido já tem decisão tomada quanto à presença na disputa presidencial. Pelo desenho atual, um dos três governadores deverá ser escolhido como cabeça de chapa, com o compromisso de apoio dos demais ao nome definido.
“O nosso compromisso é de os outros que não foram escolhidos ficarem na campanha daquele que for levar a bandeira do PSD, da campanha do Projeto Brasil defendida por nós”, afirmou o governador.
Apesar da unidade em torno da candidatura própria, Caiado deixou claro que não existe qualquer acordo prévio sobre a composição da vice-presidência. “Não, não tem esse compromisso [de ser vice], não. Não tem essa vinculação de vice, tem a vinculação de estarmos na campanha”, reforçou.
Mudança de partido e estratégia nacional
A troca do União Brasil pelo PSD, segundo Caiado, está diretamente ligada à estratégia nacional da legenda e à garantia de espaço para uma candidatura presidencial competitiva. A avaliação do governador é de que o PSD oferece hoje uma estrutura política mais clara e alinhada para a construção de um projeto nacional.
A chegada de Caiado fortalece o PSD, que já conta com forte presença nos estados e amplia sua projeção nacional com três governadores bem avaliados administrativamente. A estratégia do partido é consolidar um discurso de gestão, equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico como eixo central da campanha.
Impacto no cenário eleitoral de 2026
A confirmação de uma candidatura própria do PSD altera o xadrez político para 2026, reduzindo o espaço para alianças automáticas no primeiro turno e pressionando outros partidos a recalcularem estratégias. A movimentação também deve provocar ajustes nas disputas estaduais, já que o palanque presidencial influencia diretamente a formação de alianças locais.
Embora o nome do candidato ainda não esteja definido, Caiado foi categórico ao afirmar que o partido chegará unido à eleição de outubro, apresentando um projeto nacional próprio e buscando se consolidar como uma alternativa viável no cenário político brasileiro.





