Fevereiro bate à porta, e os responsáveis já estão organizando o retorno da garotada à escola. Em meio a cadernos, apostilas, livros, canetas e a tantos outros materiais escolares, acredito que seja fundamental uma reflexão sobre o início do ano letivo. Sejam impecáveis com sua palavra. Sim, meus caros leitores, essa é a mensagem que desejo passar a vocês. Terminei a leitura de um livro intitulado “Os quatro compromissos: o livro da Filosofia Tolteca – um guia prático para a liberdade pessoal.”, e constatei o quanto não nos damos conta do poder das palavras em nossa vida.
O primeiro dos quatro compromissos é justamente não usar a palavra contra nós mesmos, algo que não percebemos; mas que diariamente fazemos ao reclamar sobre situações triviais, por exemplo. Ainda mais nestes dias em que há ansiedade por conta da volta às aulas, momento em que se iniciará uma nova rotina, em que horários terão de ser cumpridos; planejamento será, pois, fundamental. Segundo o autor, Don Miguel Ruiz, “usamos nossas palavras contra nós mesmos”. Acredito que dizer “estou exausta, e mal começou o ano” será um texto empregado por muitos de nós até nos acostumarmos com as tarefas diárias de 2026. Ruiz me fez lembrar algo valioso: “a palavra é magia pura, o presente mais valioso que temos como seres humanos”.
Quanta verdade nesse texto! Segundo ele, “como o mau uso da palavra é magia negra, estamos o tempo todo lidando com o mal, ignorando os efeitos mágicos que nossa palavra é capaz de produzir”. Diante de tantos ensinamentos, decidi compartilhá-los com vocês, visto que espero que o começo de mais um ano letivo seja um caminho para que possamos ensinar a nossos filhos e netos a importância que uma simples frase pode fazer na vida das pessoas. Não podemos aceitar que críticas aos colegas de turma sejam feitas, que comentários carregados de maldade e de desrespeito sejam proferidos sem que se perceba o mal que isso faz ao outro e principalmente a nós mesmos.
O chamado bullying é uma prática que costuma acontecer logo nos primeiros dias em que a turma se conhece e quando os olhares atentos uns com os outros podem desencadear comparações, estranhamento e o uso indevido de palavras. Sei que vocês não compactuam com palavras que possam ferir o semelhante, mas nunca é demais lembrar nosso papel na orientação para que crianças e adolescentes não façam mau uso das palavras, respeitando os colegas de turma sem tecer contra estas impressões negativas. Às vezes, eles estão passando por situações ruins, e, mesmo assim, estão dando o melhor que podem.
Que sejamos multiplicadores de boas intenções e de palavras que acolhem, que engrandecem, que unem!





